A entidade CIT Group, this web especializada em empréstimos a pequenas e médias empresas, negociou um crédito de emergência no valor de US$ 3 bilhões com grandes bancos para evitar a quebra, informou hoje o jornal “The New York Times”.
O acordo, que, segundo a imprensa especializada americana, poderia ser anunciado ao longo da segunda-feira, “oferece tempo ao CIT para reestruturar seu modelo de negócio e reduzir sua volumosa dívida”, afirma o jornal nova-iorquino.
O Governo dos Estados Unidos negou, na semana passada, ajuda federal a esta firma, que tem uma pasta de empréstimos no valor de US$ 75 bilhões, para resolver os problemas de liquidez que enfrenta.
Segundo o acordo alcançado durante o fim de semana pelo CIT com o Barclays Capital, a firma de créditos às pequenas e médias empresas americanas receberia US$ 3 bilhões a uma taxa de juros inicial de 10,5%, afirma o “New York Times”.
Com esse financiamento, a companhia terá várias semanas para chegar a um acordo que lhe permita reestruturar a dívida.
Um acordo desse tipo também contribuiria para que o Governo federal – que já entregou ao CIT uma ajuda de US$ 2,33 bilhões – não perca seu investimento.
A firma, que começou a ter problemas há dois anos, após ampliar seu negócio de empréstimos para os destinados a estudantes universitários, tem uma dívida a longo prazo que ronda os US$ 40 bilhões, segundo vários meios de comunicação americanos.
O CIT havia anunciado na quarta-feira passada que suas reuniões com representantes do Departamento do Tesouro, do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e da Corporação Federal de Seguros de Depósitos (FDIC, em inglês) acabaram sem acordos e que era obrigada a avaliar “alternativas para melhorar a liquidez da companhia”.
A Casa Branca confirmou um dia depois que o CIT não receberá mais ajudas públicas, já que o presidente dos EUA, Barack Obama, “deixou claro que manteria um padrão muito alto a respeito de que empresas receberiam assistência do Governo federal”, disse um de seus porta-vozes.
Se esse crédito de salvamento for confirmado, o CIT evitaria protagonizar a maior quebra desde o afundamento do banco de investimentos Lehman Brothers, em setembro de 2008, que sacudiu o sistema financeiro mundial.