O Poder Judiciário iraniano ordenou a libertação, sob pagamento de fiança, do cineasta iraniano Jafar Panahi, detido no dia 1º de março e que, no domingo passado, anunciou que tinha entrado em greve de fome.
“Durante um encontro na quinta-feira passada na prisão de Evin, foi solicitada sua libertação antes de ser levado a julgamento. O pedido foi examinado e aceito”, disse hoje o procurador-geral de Teerã, Abbas Jafari Dolatabadi, citado pela agência de notícias local “Isna”.
“Será liberado depois do pagamento de uma fiança. O procedimento administrativo e judicial já está em andamento”, acrescentou.
Dolatabadi não divulgou o valor da fiança, nem especificou a data em que o cineasta será libertado, mas deu a entender que será durante esta semana.
Panahi, um dos diretores de cinema iranianos mais famosos fora de seu país, foi detido no final de fevereiro em casa, junto a amigos e parentes.
O cineasta é um dos intelectuais iranianos que mostraram seu apoio ao movimento de oposição reformista, que denunciou uma ampla fraude na reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, em junho de 2009.
Segundo fontes da oposição, Panahi foi acusado de preparar um filme sobre o movimento de oposição às eleições.