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Cinco acusados por 11 de Setembro querem se confessar culpados em Guantánamo

Arquivo Geral

09/12/2008 0h00

Cinco acusados de participar dos atentados de 11 de setembro de 2001, visit incluindo o suposto idealizador dos ataques, remedy Khalid Sheikh Mohamed, there disseram hoje a um juiz militar em Guantánamo que querem se declarar culpados e confessar.

Os detidos expressaram essa intenção em uma nota enviada ao coronel do Exército Steven Henley, que preside hoje uma audiência preliminar anterior ao julgamento nos tribunais antiterroristas especiais de Guantánamo.

Na carta, lida durante a audiência pelo juiz, os acusados pediram ao magistrado que convoque uma sessão imediatamente para anunciar as confissões.

Em audiência anterior, Mohammed manifestou o desejo de morrer como um “mártir” e se atribuiu a responsabilidade total pelos atentados de 11 de setembro de 2001.

Além dele, comparecem perante o juiz Walid bin Attash, Ramzi Binalshibh, Ali Abdul Aziz Ali e Mustafa al-Hawsawi.

O futuro do processo contra eles está no ar, já que o presidente eleito, Barack Obama, rejeita os tribunais antiterroristas criados pela Administração de George W. Bush na base naval americana em Cuba, que funcionam com regras especiais que favorecem a Promotoria.

Obama, que assumirá a Presidência em 20 de janeiro, prometeu fechar Guantánamo e julgar os detidos em cortes federais ou militares ordinárias.

Mesmo assim, os processos contra os cinco acusados pelos ataques de 11 de Setembro continuaram hoje na base militar, com uma audiência na qual o juiz escutou as alegações de ambas as partes sobre o processo.

O coronel Henley encarregou os advogados dos dois lados para apresentar, até 5 de janeiro, seus argumentos sobre se as normas especiais dos tribunais lhe permitem aceitar uma declaração de culpabilidade em um julgamento no qual a Promotoria pediu a pena de morte.

Além disso, quis saber se, ao fazê-lo, deverá impor uma sentença menor.

Que o juiz não possa dizer se os acusados podem se declarar culpados “é outro exemplo de que os tribunais militares de Guantánamo estão baseados em decisões arbitrárias e não no direito”, segundo Jennifer Daskal, uma advogada da organização de direitos humanos Human Rights Watch que assistiu à audiência.

Todos os detidos, exceto Hawsawi, recusaram a representação de advogados como forma de protesto para tirar legitimidade ao processo, mas recebem assessoria de advogados.

Mohammed pediu na audiência a demissão de seu advogado e disse não querer perder tempo com “alegações e alegações”.

Se os cinco detidos se declararem culpados, o juiz deverá estabelecer se sua declaração é voluntária, “em vista dos maus-tratos graves e da tortura” que sofreram, destacou Daskal.

Mohammed foi submetido a asfixias simuladas, segundo reconheceu a própria CIA (agência central de inteligência dos Estados Unidos), uma técnica que consiste em jogar água no rosto do prisioneiro, que, ao aspirá-la, tem a sensação de que vai se afogar.

Também participam da audiência pela primeira vez membros de cinco famílias de vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, escolhidos através de sorteio das mais de 100 pessoas que pediram para ir a Guantánamo.

O Pentágono foi criticado no passado por não permitir que parentes assistissem ao processo.

Os cinco detidos têm contra si 2.973 acusações de assassinato, por cada uma das vítimas dos atentados, e enfrentam uma sentença máxima de pena de morte.

Mesmo se fossem declarados inocentes, segundo as regras dos tribunais antiterroristas, o Pentágono poderia mantê-los detidos de forma indefinida em Guantánamo.

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    Cinco acusados por 11 de Setembro querem se confessar culpados em Guantánamo

    Arquivo Geral

    08/12/2008 0h00

    Cinco acusados de participar dos atentados de 11 de setembro de 2001, sickness incluindo o suposto idealizador dos ataques, information pills Khalid Sheikh Mohamed, side effects disseram hoje a um juiz militar em Guantánamo que querem se declarar culpados e confessar.


    Os detidos expressaram essa intenção em uma nota enviada ao coronel do Exército Steven Henley, que preside hoje uma audiência preliminar anterior ao julgamento nos tribunais antiterroristas especiais de Guantánamo.


    Na carta, lida durante a audiência pelo juiz, os acusados pediram ao magistrado que convoque uma sessão imediatamente para anunciar as confissões.


    Em audiência anterior, Mohammed manifestou o desejo de morrer como um “mártir”.


    Além dele, comparecem perante o juiz Walid bin Attash, Ramzi Binalshibh, Ali Abdul Aziz Ali e Mustafa al-Hawsawi.


    Ainda não há uma data marcada para o início do julgamento, mas o mais provável é que não chegue a ser realizado em Guantánamo.


    O presidente eleito, Barack Obama, é contrário aos tribunais antiterroristas criados pela Administração de George W. Bush na base naval americana em Cuba, que funcionam com regras especiais que favorecem a Promotoria.


    Obama, que assumirá a Presidência em 20 de janeiro, prometeu fechar Guantánamo e julgar os detidos em cortes federais ou militares ordinárias.


    Mesmo assim, os processos contra os cinco acusados pelos ataques de 11 de Setembro continuaram hoje na base militar, com uma audiência na qual o juiz escutou as alegações de ambas as partes sobre o processo.


    A defesa pediu a retirada das acusações depois que, no ano passado, o então promotor-chefe dos tribunais de Guantánamo, Morris Davis, denunciou pressões para acelerar os casos mais chamativos visando as eleições presidenciais de novembro.


    Todos os detidos, exceto Hawsawi, recusaram a representação de advogados como forma de protesto para tirar legitimidade ao processo, mas recebem assessoria de advogados.


    Se os cinco detidos se declararem culpados, o juiz deverá estabelecer se sua declaração é voluntária, destacou a organização de direitos humanos Human Rights Watch, que conta com um observador em Guantánamo.


    “Em vista dos maus-tratos graves e da tortura a esses homens, o juiz deveria requerer uma investigação completa para determinar se estas declarações são voluntárias”, disse em comunicado Jennifer Daskal, uma especialista da organização.


    Mohammed foi submetido a asfixias simuladas, segundo reconheceu a própria CIA (agência central de inteligência dos Estados Unidos), uma técnica que consiste em jogar água no rosto do prisioneiro, que, ao aspirá-la, tem a sensação de que vai se afogar.


    Também participam da audiência pela primeira vez membros de cinco famílias de vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. O Pentágono foi criticado no passado por não permitir que parentes assistissem ao processo.


    Os cinco detidos têm contra si 2.973 acusações de assassinato, por cada uma das vítimas dos atentados, e enfrentam uma sentença máxima de pena de morte.


    Mesmo se fossem declarados inocentes, segundo as regras dos tribunais antiterroristas, o Pentágono poderia mantê-los detidos de forma indefinida em Guantánamo.


     

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