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Mundo

Cientistas descobrem como o sistema imunológico combate o coronavírus

De acordo com os pesquisadores, determinar quais são as células que atuam no combate ao vírus pode ajudar no desenvolvimento da vacina

Redação Jornal de Brasília

18/03/2020 12h47

An analyst at Fiocruz laboratory, a public health research institute, in Rio de Janeiro holds a sample of mucus to be tested for COVID-19, on March 11, 2020. – The World Health Organisation (WHO) declared the Coronavirus a pandemic with 118,000 cases in about 120 countries, and 4000 deaths. (Photo by CARL DE SOUZA / AFP)

Uma pesquisa publicada na revista médica Nature Medicine mostra que cientistas australianos podem ter identificado pela primeira vez como o sistema imunológico combate a infecção pelo novo coronavírus. Segundo a pesquisa, as pessoas estão combatendo a infecção da mesma maneira que se recuperam de uma gripe. 

De acordo com os pesquisadores, determinar quais são as células que atuam no combate ao vírus pode ajudar no desenvolvimento da vacina. 

‘Esta descoberta é importante porque é a primeira vez que estamos realmente entendendo como nosso sistema imunológico combate o novo coronavírus”, disse Katherine Kedzierska, co-autora do estudo à BBC News.

Muitas pessoas já se recuperaram da covid-19, o que demonstra que o sistema imunológico consegue combater efetivamente o vírus, já que não existe hoje um tratamento que ofereça a cura da doença. Foram identificados quatro tipos de células diferentes que combatem ao vírus em uma paciente que teve sintomas entre leves e moderados e não tinha problema prévio de saúde. 

A mulher de 47 anos de Wuhan, na China, foi internada em um hospital na Austrália e se recuperou em 14 dias. Kedzierska disse à BBC que a equipe dela havia examinado “a totalidade da resposta imunológica” da paciente. Três dias antes da mulher começar a melhorar, células específicas foram identificadas em sua corrente sanguínea.

As mesmas células aparecem em pacientes que se recuperam de uma gripe comum. “Nós ficamos muito animados com nossos resultados — e com o fato de que nós podemos realmente registrar o aparecimento das células imunológicas no paciente infectado antes da melhora clínica”, disse ela à BBC.

 

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