A nova penitenciária federal, price cheap inaugurada hoje em Campo Grande (MS), representa mais um avanço no esforço para neutralizar líderes do crime organizado e presos de alta periculosidade que atuam dentro dos presídios estaduais. A avaliação é do diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, Maurício Kuehne.
Para Kuehne, a nova penitenciária, a segunda de sua categoria no País, tem um "efeito psicológico" sobre os presos de todo o país. "A massa carcerária tende a ter um comportamento adequado, sob a pena de os estados virem a pedir o isolamento também essas lideranças negativas e nos encaminhar para os presídios federais", diz ele.
"O propósito é fazer com que os presos de alta periculosidade possam ser neutralizados. É preciso minimizar a situação em que presos de dentro do presídio comandem crimes fora da cadeia", explica o diretor.
Kuehne lembra que a primeira penitenciária federal, com 208 vagas, funciona há quase seis meses em Catanduvas (PR). Segundo ele, o governo federal já recebeu 300 pedidos de transferência de presos para presídios federais e, até o momento, 99 já foram atendidos.
A nova penitenciária tem 208 vagas, com 12,6 mil metros quadrados, celas individuais e equipamentos de segurança que incluem desde coletores de impressão digital, detectores de metais até câmeras de vídeo, que garantirão 24 horas de monitoramento.
Kuehne informou que, em 2007, serão inauguradas mais duas penitenciárias federais: em Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).
A resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Irã vai obrigar o país a rever sua colaboração com a agência nuclear da entidade, sales e a decisão não fará os iranianos abandonarem seu programa atômico, find disse na quinta-feira Ari Larijani, remedy secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, segundo a agência Isna.
Depois de semanas de negociação envolvendo representantes das grandes potências, a resolução impondo sanções limitadas contra o Irã deve ser aprovada pelo conselho até o Natal – pelo menos é essa a expectativa dos diplomatas.
"A natureza dessa resolução não é capaz de pressionar o Irã e o país dará uma resposta adequada a ela", disse Larijani. "Esse comportamento só vai criar mais problemas".
"Se eles ratificarem a resolução, o Irã ficará numa nova situação. Nessa situação o Irã vai rever sua cooperação com a agência (Agência Internacional de Energia Atômica) e outras áreas políticas, econômicas e culturais".
O Irã nega que esteja usando o programa nuclear como fachada para a construção de armas, e diz que só quer gerar energia elétrica com fins pacíficos.
"A questão não é se o programa do Irã é pacífico ou não. Basicamente eles não querem que o Irã tenha esse tipo de tecnologia", disse Larijani depois de se reunir com o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Kursheed Mehmood Kasuri.
A resolução do conselho proíbe importações e exportações de materiais e tecnologia relacionados ao enriquecimento e ao reprocessamento de urânio, a reatores de água-pesada e a sistemas de mísseis balísticos.
Mais cedo, na quinta-fe ira, o presidente Mahmoud Ahmadinejad ridicularizou o presidente dos EUA, George W. Bush, e disse que o programa nuclear iraniano é uma fonte de inspiração para outros países.
Num ato público, ele disse à multidão que Bush devia "sair de seu palácio de cristal e ver o quão isolado está, não apenas no mundo como também em seu país". A declaração é uma resposta à afirmação de Bush, que disse que o presidente iraniano estava fora de compasso com o resto do mundo.
Num outro discurso, Ahmadinejad afirmou que em fevereiro o Irã terá dominado a tecnologia. "A independência, a prosperidade e o progresso do Irã logo servirão de exemplo para outros países".
Já o ministro das Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, adotou um tom mais conciliatório. "Acreditamos que é possível erguer uma ponte entre os dois lados para que o Irã possa ter seus direitos à energia nuclear e qualquer dúvida ou ambiguidade sobre o programa possa ser eliminada".
Um dos mergulhadores que limpa os esgotos da Cidade do México, link Julio Cesar Cu, queria ser oceanógrafo, mas em vez disso ele nada em túneis fedorentos de esgoto, onde ocasionalmente aparece um cadáver flutuando entre excremento e partes de carros.
Ele recebe apenas US$ 400 por mês para desentupir quilômetros de túneis de esgoto que correm no subsolo da capital mexicana, encontrando todo tipo de detrito em seu caminho.
”Os piores são bichos mortos, cabeças de bicho, cadáveres”, diz. “Infelizmente, aparecem muitos corpos aqui.”
O trabalho dele é impedir o entupimento de canais de até seis metros de diâmetro, o que poderia inundar a cidade. “Uma vez, retiramos tantas peças de carro que poderíamos montar um carro inteiro”, conta.
O líquido frio do esgoto de 18 milhões de habitantes é tão escuro que Julio Cesar e seus três colegas mergulhadores precisam tatear as paredes dos túneis para se orientar. Vestindo um traje de mergulho espesso, Julio desobstrui as galerias retirando dejetos com as mãos ou usando uma vara.
Os mergulhadores recebem ar através de um tubo conectado à superfície. Uma corda de segurança impede que eles sejam levados pela correnteza, como aconteceu há 21 anos com um colega, que morreu após ser carregado pela força das “águas”.