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Mundo

Cidade chinesa abre abrigos nucleares para população se proteger do calor

Arquivo Geral

24/07/2007 0h00

Milhares de pessoas na cidade de Hangzhou (leste da China) escolhem passar grande parte do verão no interior dos abrigos nucleares subterrâneos construídos na localidade durante a Revolução Cultural e, ampoule que embora nunca tenham recebido nenhum refugiado de bombardeios, agora protegem do calor.

Hangzhou, uma cidade turística da China – e a preferida de Marco Polo quando este viajou pelo país asiático há mais de sete séculos – abre 11 de seus refúgios nucleares desde o dia 4 de julho, das 9h às 22h, para que os chineses refresquem-se nele.

Mais de 35 mil pessoas em três semanas – segundo as contas dos responsáveis por esses abrigos – já passaram o dia no interior deles: elas chegam nas primeiras horas do dia para conseguir um bom lugar, comem, fazem a sesta, jogam carta, vêem televisão e retornam para suas casas à noite, quando o calor diminui.

A temperatura nos refúgios é de cerca de 18° C, quase 20° C a menos que no lado de fora, onde os 35° C e a forte umidade característica da região, na qual fica o delta do Yang Tsé, tornam o dia-a-dia dos meses de verão muito difícil.

O Governo de Hangzhou anuncia em seu site oficial a possibilidade de as pessoas se abrigarem do calor nesses labirínticos bunkers, que ficarão abertos enquanto as temperaturas passarem dos 35° C.

De fato, a Prefeitura – que nas três Administrações anteriores já tinha aberto os refúgios no verão – decidiu que se a temperatura aumentar, para mais de 37° C, estenderá os horários de funcionamento das 8h da às 23h.

O vigia de um dos 11 refúgios, entrevistado pelo jornal local Qianjiang Wanbao, disse que a cada dia 1,5 mil pessoas visistam o seu abrigo. Ainda segundo o profissional, “às 9h30, ele já está cheio, com filas de até 50 metros na porta”. “Muita gente traz suas próprias cadeiras, e oferecemos 50 galões de água diariamente (de cerca de 20 litros) para que possam beber”, comenta o profissional.

Entre os “refugiados” do calor encontram-se muitos idosos e também crianças, como Zhang Jingjing, um menino de 10 anos que viajou de seu povoado até Hangzhou para passar as férias com seus pais, emigrantes rurais que trabalham na cidade o ano inteiro.

“Ele está quase todos os dias aqui, porque em casa não tem ar condicionado. Muitas outras crianças passam o dia no refúgio e, assim, ele faz novos amigos”, declarou a mãe de Zhang aos jornalistas. Uma das idosas que também se esconde do calor embaixo da terra, Eis, conta que vai com seu marido ao refúgio todos os dias.

“Vemos TV, jogamos cartas ou simplesmente descansamos um pouco”, disse. O Governo de Hangzhou recomenda que os visitantes do refúgio vistam camisas e calça comprida, já que a diferença de temperatura entre o lado de dentro e o de fora pode provocar muitos resfriados.

Os refúgios antinucleares de Hangzhou foram construídos – como muitos outros no país – nos anos 60 e 70, quando as relações entre China e União Soviética pioraram e o regime comunista chinês temia eventuais ataques de Moscou contra suas cidades.

Um dos responsáveis pela construção dos refúgios em Hangzhou foi o marechal Lin Biao – braço-direito de Mao Tsé-tung durante a Revolução Cultural e morto em um misterioso acidente de avião em 1971, após um suposto atentado contra o Grande Timoneiro.

O refúgio construído por Lin Biao, que custou cerca de US$ 10 milhões na época, possui paredes de aço reforçado e um elevador secreto. Pequim também possui uma Cidade Subterrânea, idealizada em 1969 por Mao no mesmo clima de paranóia anti-soviética e que conta com uma gigantesca rede de túneis subterrâneos cuja maior parte encontra-se fechada ao público.

O refúgio em Pequim, criado para abrigar mais de 250 mil pessoas, conta, segundo dizem, com túneis que passam por baixo da Cidade Proibida e chegam até Zhongnanhai, a residência dos chefes de Estado e de Governo comunistas. Milhares de pessoas na cidade de Hangzhou (leste da China) escolhem passar grande parte do verão no interior dos abrigos nucleares subterrâneos construídos na localidade durante a Revolução Cultural e, que embora nunca tenham recebido nenhum refugiado de bombardeios, agora protegem do calor.

Hangzhou, uma cidade turística da China – e a preferida de Marco Polo quando este viajou pelo país asiático há mais de sete séculos – abre 11 de seus refúgios nucleares desde o dia 4 de julho, das 9h às 22h, para que os chineses refresquem-se nele.

Mais de 35 mil pessoas em três semanas – segundo as contas dos responsáveis por esses abrigos – já passaram o dia no interior deles: elas chegam nas primeiras horas do dia para conseguir um bom lugar, comem, fazem a sesta, jogam carta, vêem televisão e retornam para suas casas à noite, quando o calor diminui.

A temperatura nos refúgios é de cerca de 18° C, quase 20° C a menos que no lado de fora, onde os 35° C e a forte umidade característica da região, na qual fica o delta do Yang Tsé, tornam o dia-a-dia dos meses de verão muito difícil. O Governo de Hangzhou anuncia em seu site oficial a possibilidade de as pessoas se abrigarem do calor nesses labirínticos bunkers, que ficarão abertos enquanto as temperaturas passarem dos 35° C.

De fato, a Prefeitura – que nas três Administrações anteriores já tinha aberto os refúgios no verão – decidiu que se a temperatura aumentar, para mais de 37° C, estenderá os horários de funcionamento das 8h da às 23h. O vigia de um dos 11 refúgios, entrevistado pelo jornal local “Qianjiang Wanbao”, disse que a cada dia 1,5 mil pessoas visistam o seu abrigo. Ainda segundo o profissional, “às 9h30, ele já está cheio, com filas de até 50 metros na porta”.

“Muita gente traz suas próprias cadeiras, e oferecemos 50 galões de água diariamente (de cerca de 20 litros) para que possam beber”, comenta o profissional. Entre os “refugiados” do calor encontram-se muitos idosos e também crianças, como Zhang Jingjing, um menino de 10 anos que viajou de seu povoado até Hangzhou para passar as férias com seus pais, emigrantes rurais que trabalham na cidade o ano inteiro.

“Ele está quase todos os dias aqui, porque em casa não tem ar condicionado. Muitas outras crianças passam o dia no refúgio e, assim, ele faz novos amigos”, declarou a mãe de Zhang aos jornalistas.

Uma das idosas que também se esconde do calor embaixo da terra, Eis, conta que vai com seu marido ao refúgio todos os dias. “Vemos TV, jogamos cartas ou simplesmente descansamos um pouco”, disse.

O Governo de Hangzhou recomenda que os visitantes do refúgio vistam camisas e calça comprida, já que a diferença de temperatura entre o lado de dentro e o de fora pode provocar muitos resfriados.

Os refúgios antinucleares de Hangzhou foram construídos – como muitos outros no país – nos anos 60 e 70, quando as relações entre China e União Soviética pioraram e o regime comunista chinês temia eventuais ataques de Moscou contra suas cidades. Um dos responsáveis pela construção dos refúgios em Hangzhou foi o marechal Lin Biao – braço-direito de Mao Tsé-tung durante a Revolução Cultural e morto em um misterioso acidente de avião em 1971, após um suposto atentado contra o Grande Timoneiro.

O refúgio construído por Lin Biao, que custou cerca de US$ 10 milhões na época, possui paredes de aço reforçado e um elevador secreto. Pequim também possui uma Cidade Subterrânea, idealizada em 1969 por Mao no mesmo clima de paranóia anti-soviética e que conta com uma gigantesca rede de túneis subterrâneos cuja maior parte encontra-se fechada ao público.

O refúgio em Pequim, criado para abrigar mais de 250 mil pessoas, conta, segundo dizem, com túneis que passam por baixo da Cidade Proibida e chegam até Zhongnanhai, a residência dos chefes de Estado e de Governo comunistas.

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