Yves Heller, this web porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Colômbia, dosage confirmou hoje em Genebra que a entidade mantém um “diálogo confidencial” com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para conseguir a libertação de Ingrid Betancourt e de outros reféns.
Entretanto, physician Heller disse que o CICV não recebeu “até o dia de hoje nenhum pedido das Farc para participar de uma possível libertação de Ingrid Betancourt”.
O porta-voz do CICV apresentou hoje em Genebra o relatório de 2007 sobre a situação humanitária na Colômbia.
Em declarações à imprensa, Heller insistiu na necessidade de ser “muito cauteloso” e “prudente” em torno de tudo o que envolve a situação e as negociações para libertar a ex-candidata presidencial colombiana.
Segundo a imprensa colombiana e a família de Betancourt, a refém estaria à beira da morte depois de seis anos em cativeiro.
Heller disse não ter informações sobre o estado de saúde de Betancourt, que também tem nacionalidade francesa, pelo fato de que “nunca foi possível visitá-la” em seu cativeiro na selva, mas reconheceu que o CICV está “muito preocupado”, sem dar detalhes.
O porta-voz também afirmou que o CICV não recebeu até agora nenhum pedido das Farc para participar da missão humanitária que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, decidiu enviar à Colômbia para chegar até Betancourt, e que inclui um médico.
Heller lembrou “a experiência” da Cruz Vermelha em libertações anteriores, assim como a reputação de neutralidade da organização, contou que a entidade está mantendo contato com “a França e com os outros países amigos (Espanha e Suíça)”.
No entanto, o porta-voz insistiu que é “muito cedo” para poder especular sobre qualquer tipo de detalhes a respeito da logística de uma possível operação de libertação.
A chefe da delegação do CICV na Colômbia, a suíça Barbara Hintermann, declarou hoje em Bogotá que o pedido feito à entidade para que participe da operação humanitária que atenderá Betancourt deve vir das Farc.
Em declarações à imprensa durante a apresentação do relatório do CICV na Colômbia, Hintermann disse que “a solicitação deve vir das Farc porque eles têm as pessoas (os reféns) em suas mãos”.
A chefe da Cruz Vermelha na Colômbia insistiu que a operação humanitária “é uma iniciativa da França e da Suíça na qual o CICV não está envolvido por enquanto”.
Entretanto, a suíça acrescentou que a entidade está disposta a contribuir para “qualquer iniciativa que possa conseguir a libertação dos reféns das Farc”, ajudando inclusive com sua logística “para fazer uma visita médica aos seqüestrados a qualquer momento”.
A porta-voz admitiu que o organismo “está em contato com os Governos da França e da Suíça, além do da Colômbia, mas não está envolvido nesta missão por falta de solicitação das Farc”.
Segundo Hintermann, é necessário receber o pedido “de todas as partes” para ir a campo.
A suíça reconheceu que a entidade “mantém um diálogo confidencial com as Farc sobre o estado de saúde de todos os reféns”.
Perguntado sobre os canais pelos quais o CICV está dialogando com as Farc, Yves Heller insistiu que se trata de “contatos confidenciais em diferentes níveis do organograma da guerrilha”.
O porta-voz afirmou que a última vez em que pediram a libertação de Betancourt para as Farc foi “há alguns meses” e preferiu manter segredo sobre a data exata destes contatos.
Heller também não quis entrar em detalhes sobre quem seriam os representantes das Farc que estão em negociação com o CICV, mas declarou que a morte de “Raúl Reyes”, porta-voz internacional das Farc, em uma operação do Exército colombiano no dia 1º de março, não interrompeu o diálogo.
O porta-voz lembrou que a situação dos reféns da guerrilha é apenas um dos aspectos da crise humanitária colombiana, e destacou que o massivo deslocamento de pessoas devido ao conflito é um verdadeiro drama que não desperta o interesse da mídia, como constata o relatório 2007 do CICV.
Durante o ano passado, o CICV colombiano ajudou mais de 66 mil deslocados no país, dos quais mais da metade eram menores de 18 anos.
O estudo do CICV mostra que 58% dos deslocados deixaram seus lugares de origem por terem recebido ameaças de morte, e 11% o fizeram por terem sido pressionados a cooperarem com os grupos armados.
Cerca de 9% dos ouvidos declarou ter recebido ameaças de recrutamento forçado em um grupo armado, e 5% fugiu por causa de confrontos registrados perto de onde viviam.
Além disso, o CICV ajudou em 2007 quase 2.500 pessoas que tinham recebido ameaças a se refugiarem em lugares mais seguros.
De acordo com a assistência oferecida pela Cruz Vermelha, os departamentos (estados) colombianos que registraram a maior quantidade de deslocamentos em 2007 foram Nariño (15%), Antioquia (14%), Caquetá (9%), Putumayo (7%) e Arauca (7%).