Cerca de 5.500 famílias foram afetadas pelas intensas chuvas que ocasionaram o transbordamento de rios nas últimas semanas na Bolívia, informou hoje o vice-ministro da Defesa Civil do país, Hernán Tuco.
Tuco disse à agência Efe que a principal região afetada até o momento é a região central de Cochabamba, onde três rios transbordaram e afetaram 2.200 famílias em dois municípios, danificando também cerca de 1.200 hectares de cultivos de banana, cítricos e folha de coca.
Acrescentou que uma intensa chuva de granizo, ocorrida na madrugada de hoje no sul de Cochabamba, fez desabar duas casas e afetou aproximadamente 30.
Além disso, nas últimas semanas foram registrados transbordamentos de rios nas regiões de Tarija (sul) e Chuquisaca (sudeste). Três pessoas morreram no departamento (estado) de Potosí, no oeste do país, arrastadas pelas águas enquanto lavavam roupa.
Segundo a imprensa local, também há alerta pela cheia de rios nos departamentos de Pando (norte) e Beni (nordeste), além da região de Santa Cruz (leste), onde o volume do rio Grande aumentou em 30%.
O vice-ministro assinalou que o Governo de Evo Morales dispõe de US$ 6,6 milhões para enfrentar os problemas que a temporada de chuvas causar no país.
Tuco disse ainda que já foram distrubuídos alimentos, ferramentas e remédios e barracas aos habitantes de Cochabamba e que, posteriormente, devem ser entregues sementes e adubos aos agricultores cujos cultivos foram danificados.
Lembrou ainda que foi dado “alerta laranja”, um código de emergência, para as regiões de Cochabamba, La Paz, Oruro, Potosí, Tarija, Chuquisaca e Santa Cruz.
Com a medida, foi ativado o Centro Operacional de Emergências (COE) nacional e seis instâncias similares em cada região, que devem coordenar as ações com ministérios, Prefeituras, a cooperação internacional para dar atenção nas zonas afetadas pelos fenômenos climatológicos.
Segundo o Governo boliviano, nos últimos três meses, 16 mil famílias foram afetadas por inundações, chuvas de granizo, secas e tempestades registradas no país.