O grupo de manifestantes, muitos deles mulheres, cercou dezenas de jornalistas estrangeiros autorizados por Pequim a cobrir os protestos e expôs aos gritos suas reivindicações, assegurou um porta-voz do Governo regional. Mais de mil pessoas presenciaram a cena.
O protesto aconteceu em um bairro de população majoritariamente uigur, onde o Governo regional tinha preparado um encontro entre habitantes locais e jornalistas.
Segundo a agência oficial “Xinhua”, tudo começou quando uma mulher uigur se aproximou com seu filho do grupo de repórteres, chorando e implorando a liberdade do marido, aparentemente detido após os protestos de domingo.
Outros uigures se somaram ao protesto e a Polícia interveio, acrescentou a “Xinhua”.
Nas cercanias do aeroporto, é possível ver sinais de violência, como carros destruídos, e segundo disseram à Agência Efe moradores da região, ontem à noite houve ali e em outros pontos da cidade novos episódios de tensão entre uigures e policiais.
“O número de mortos é muito superior ao que dizem”, assinalou um taxista a caminho do aeroporto à cidade.
O Governo chinês acusa grupos independentistas no exílio da violência étnica, embora o líder da organização, Rabiya Kadeer, tenha negado, dos Estados Unidos, a possibilidade e acuse a Polícia chinesa de usar violência excessiva.