Os fundos adicionais serão utilizados principalmente como subsídios diretos para agricultores, assinalou em comunicado o Conselho de Estado (Executivo chinês), citado pela agência.
A ação tem como objetivo garantir o adequado abastecimento do mercado, controlar a inflação, enfrentar os desafios nos mercados agrícolas internacionais e proteger os cereais da China, disse o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.
“A China deve aumentar as políticas de apoio à agricultura com sinais mais claros, diretos e sólidos para mobilizar e proteger a iniciativa dos agricultores para cultivar”, disse.
Além disso, o Executivo subsidiará com mais de US$ 1,6 bilhão a compra pelos agricultores de materiais de produção, incluindo combustível, adubos e pesticidas.
Também será destinado mais de US$ 1 bilhão para a compra de sementes, trigo, arroz e milho, e os preços de compra de grãos aumentarão entre 4,3% e 10%.
Além disso, o Governo destinará mais dinheiro à prevenção de inundações, ao auxílio contra a seca, à construção de infra-estruturas agrícolas e ao controle de doenças animais.
Os veículos para transportar produtos agrícolas frescos continuarão isentos de pedágio nas estradas e será encorajada a criação de porco, carne básica na China e que sofre escassez, e de outros artigos básicos que elevaram a taxa de inflação a 8,7% em fevereiro, a maior em 12 anos.