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China teria executado 4 tibetanos por protestos de 2008

Arquivo Geral

23/10/2009 0h00

Quatro tibetanos condenados a morte pela justiça chinesa por participar dos distúrbios do Tibete em 2008 foram executados em Lhasa no última dia 20 de outubro, informou hoje em comunicado o Movimento Tibetano Global, formado por 166 organizações de todo o mundo.

O documento assinado por todas as organizações assegura que a decisão chinesa “é uma afronta aos standards judiciais internacionais” e afirma que as execuções “estão claramente politizadas”.

O comunicado assegura que os executados “não tiveram um julgamento justo” e põe em dúvida que tivessem a oportunidade de apelar perante instâncias judiciais nacionais.

Também aponta que a morte dos quatro tibetanos “é uma mostra que a China usará todos os métodos que disponha para intimidar e acabar com qualquer oposição a sua ocupação do Tibete”.

Segundo Lhadon Tethong, diretor da associação de Estudantes por um Tibete Livre, é a primeira execução de tibetanos desde 2003 e “um sinal da alarmante escalada da campanha violência do Governo da China para castigar, intimidar e silenciar a tibetanos que se atrevem a protestar contra o poder chinês”.

Tethong, cuja organização tem sua sede em Nova York, pediu ao presidente americano, Barack Obama, que use sua próxima viagem oficial à China em novembro para condenar essas execuções e “tomar ações concretas para ajudar para que termine a ocupação chinesa do Tibete”.

As piores revoltas tibetanas em 20 anos, dia 14 de março de 2008 em Lhasa, causaram a morte de 18 civis, um policial e suscitaram novos protestos em zonas dessa etnia do sudoeste da China.

Os tibetanos no exílio asseguram que a repressão das forças de segurança chinesas após os protestos causou mais de 200 mortos.

A resposta chinesa aos protestos motivou pedidos de boicote aos Jogos Olímpicos de 2008 e manifestações contra o regime comunista à passagem da tocha de Pequim 2008 por cidades de todo o mundo, embora a competição esportiva não foi afetada.

A organização defensora dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) denunciou em seu relatório anual sobre a pena de morte que em 2008 foram executadas pelo menos 2.390 pessoas no mundo todo, 72% delas na China.

AI afirmou que o número na China pode ser mais elevado, já que os dados sobre as penas de morte e as execuções são um segredo de Estado no país asiático.

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