O Governo chinês segue sem tomar partido no conflito entre o Governo da Coreia do Sul e seu protegido, o regime comunista da Coreia do Norte, após o afundamento da corveta sul-coreana “Cheonan”.
“Como sabem, este assunto é altamente complicado”, assinalou em entrevista coletiva o porta-voz da Chancelaria chinesa Ma Zhao Xu, ao ser perguntado sobre se seu Governo, com direito a voto no Conselho de Segurança da ONU, se unirá aos Estados Unidos e a seus aliados na região para exigir responsabilidades da Coreia do Norte.
“A China não tem informação de primeira mão, e ainda está investigando e avaliando a informação que recebe dos dois lados de uma maneira prudente”, acrescentou o funcionário, em referência ao incidente acontecido em março, no qual morreram 46 dos 104 tripulantes do “Cheonan”.
As palavras de Ma acontecem nas vésperas da viagem a Seul do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, para uma reunião tripartida com o Japão, sobre a qual o porta-voz não informou se falará do pior conflito entre as duas Coreias desde a guerra finalizada em 1953.
“Achamos que o diálogo é melhor que o confronto”, prosseguiu o funcionário chinês em referência à crescente onda de tensões entre Pyongyang e Seul.
Segundo altos cargos americanos, a China se prepara para pedir explicações ao regime comunista norte-coreano, do qual é o principal aliado político e parceiro econômico, embora o porta-voz chinês tenha assinalado que a postura de seu Governo siga sem mudanças.