A China mostrou hoje sua rejeição a que líderes estrangeiros mantenham contatos com o dalai lama, depois que a Casa Branca anunciou que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está pronto para se encontrar com o líder espiritual tibetano “no momento oportuno”.
Alguns dias antes da chegada do presidente dos Estados Unidos à China, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Qin Gang, citado pela agência “Xinhua”, disse que “a China se opõe firmemente a que líderes estrangeiros entrem em contato com o dalai lama. Nossa posição sobre este assunto é clara”.
Pequim acusa o dalai de promover atividades separatistas e de instigar as revoltas do ano passado em Lhasa, capital do Tibete, que deixaram pelo menos 19 mortos, segundo dados oficiais chineses.
Em outubro, o dalai lama iniciou em Washington sua décima visita aos EUA desde 1991, e foi a primeira na qual não foi recebido pelo presidente do país.
A imprensa americana acrescentou então, citando fontes diplomáticas, que se decidiu adiar este encontro até as conversas entre Obama e o presidente da China, Hu Jintao, previstas para a próxima semana, em Pequim.