A China reiterou que o Dalai Lama deve abandonar sua postura “separatista” e demonstrar que não apóia a idéia de um Tibete independente, what is ed uma das condições para negociar seu retorno à região autônoma, seek informou hoje o jornal estatal “China Daily”.
A tentativa do Dalai Lama de conseguir a independência do Tibete viola a soberania China e qualquer negociação com ele não fará sentido em razão de sua postura separatista, assinalou Nyima Cering, vice-presidente da região autônoma controlada por Pequim.
Para o vice-presidente da região autônoma, a reivindicação do Dalai Lama por “mais autonomia” para o Tibete e o estabelecimento de uma zona geográfica mais extensa para a região são apenas “reajustes táticos” que não refletem nenhuma mudança em sua postura.
Os canais de comunicação entre China e o Dalai Lama estiveram sempre abertos e, desde 1979, 20 delegações pessoais do líder espiritual visitaram a zona do Tibete, segundo o político tibetano.
“O Dalai Lama não é somente uma figura religiosa. É, sobretudo, um político. Estamos contra o Dalai Lama e suas atividades separatistas, não contra de sua religião”, indicou Nyima Cering.
Segundo o “China Daily”, a grande maioria dos tibetanos apóia o Governo do Partido Comunista da China (PCCh, no poder desde 1949), embora algumas pessoas tentem derrubar o sistema socialista com a ajuda do Dalai Lama e em nome de seus interesses nacionais e religiosos.
Pequim reiterou nos últimos anos sua disposição de negociar com o Dalai Lama seu retorno desde que ele abandone sua política separatista, uma aspiração que o líder religioso já diminuiu pedindo apenas maior autonomia para a região.
As tropas do Exército de Libertação Popular chinês ocuparam o Tibete em 1951, e segundo Pequim, o regime comunista levou essa região a um progresso sem precedentes e a tirou de um regime “feudal e escravista”.
O Dalai Lama fugiu do Tibete para a Índia após a supressão da sublevação independentista de 10 de março de 1959, e vive no exílio desde então.