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Mundo

China reforça cooperação com outros países para patrulhar costa da Somália

Arquivo Geral

23/10/2009 0h00

China assegurou que realiza uma estreita cooperação com a marinha de outros países para fortalecer a vigilância no litoral da Somália, onde um de seus cargueiros com 25 tripulantes continua sequestrado desde na segunda-feira passada, informou hoje o jornal “Xin Beijing”.

“Em uma tentativa de elevar a vigilância nesta zona, a China se esforça em estreitar a cooperação com outros países e evitar que se produza um fato similar”, explicou Qianli Hua, porta-voz do Ministério da Defesa da China.

Segundo Qianli, “a proposta já foi aceita por muitos países e mais adiante se convocará uma reunião especial para buscar um projeto comum”.

O porta-voz do Ministério da Defesa acrescentou que “há cerca de 20 países atualmente com patrulhas marítimas na zona da Somália, entre as da China, União Europeia (UE), Brasil ou Coreia do Sul”.

Sobre o caso do sequestro do navio chinês, meios de comunicação somalis afirmaram que “o grupo de piratas com base no porto de Haradhere (Somália) ameaçou de morte aos 25 tripulantes se a patrulha chinesa que navega nessas águas utiliza a força para resgatá-lo”.

O cargueiro, de 40 mil toneladas e com bandeira chinesa, transportava carvão entre África do Sul e Índia quando foi sequestrado.

Os piratas somalis têm neste momento em seu poder pelo menos seis navios com 146 tripulantes, segundo a ONG Ecoterra, dedicada ao acompanhamento da navegação e pesca no litoral oriental da África, com sede em Nairóbi.

O alto valor pedido nos resgates desde 2005 permitiu aos piratas melhorarem suas embarcações, comunicações e armamento, pelo que estenderam sua atividade a águas mais afastadas do litoral da Somália e com navios maiores.

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