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China reforça controles sobre exportações de duplo uso civil e militar para o Japão

A medida entra em vigor já nesta terça-feira, detalhou o ministério do gigante asiático, sem mencionar quais bens específicos estarão sujeitos a esse controle

Redação Jornal de Brasília

06/01/2026 10h51

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Foto por STR / JIJI PRESS / AFP

A China reforçou os controles sobre exportações ao Japão que possam ter duplo uso, civil e militar, anunciou o Ministério do Comércio nesta terça-feira (6), em um momento de fortes tensões entre Pequim e Tóquio.

A medida entra em vigor já nesta terça-feira, detalhou o ministério do gigante asiático, sem mencionar quais bens específicos estarão sujeitos a esse controle.

As relações entre os dois países se deterioraram depois que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sugeriu em novembro que seu país poderia intervir militarmente no caso de um ataque chinês a Taiwan.

Pequim considera a ilha de regime democrático como parte de seu território e ameaçou usar a força para anexá-la.

“Alguns dirigentes japoneses fizeram declarações equivocadas sobre Taiwan recentemente, insinuando a possibilidade de uma intervenção militar no Estreito de Taiwan”, declarou um porta-voz do ministério em comunicado.

“Trata-se de uma ingerência flagrante nos assuntos internos da China e de uma grave violação do princípio de uma só China, de natureza e consequências extremamente negativas”, acrescentou.

“A China decidiu proibir a exportação de todos os produtos de duplo uso destinados a fins militares por parte de usuários militares japoneses ou qualquer outro usuário final que contribua para o fortalecimento das capacidades militares do Japão”, afirmou.

A medida desta terça-feira constitui a mais recente retaliação por parte da China após as declarações de Sanae Takaichi. Pequim tem manifestado publicamente sua irritação e exige que a chefe de Governo se retrate.

No fim de dezembro, o gigante asiático realizou treinamentos militares para simular um bloqueio de Taiwan. Após o fim desses exercícios, o presidente chinês, Xi Jinping, declarou que a reunificação do país não pode ser “impedida”.

AFP

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