Zhang assinalou que “ainda é muito complicado” prever quando a crise financeira e econômica mundial terá um impacto direto na economia chinesa, publica a edição deste sábado do jornal oficial “China Daily”.
“Levando em conta que mais de 60% da economia chinesa depende das importações e exportações, a piora da economia mundial e a contração da demanda externa já trouxeram riscos piores dos previstos”, assegurou Zhang.
O diretor do principal órgão de planejamento da economia sustentou que manter o crescimento é o mais importante dos pontos da agenda governamental, apesar das incertezas tanto em nível doméstico como internacional.
“O crescimento econômico é o maior desafio para nós tanto este ano como no próximo”, afirmou o chefe da NRDC, alertando que o ano que vem ainda será mais duro.
“A piora da crise durará longo tempo e a economia mundial experimentará um período relativamente prolongado de ajuste”, previu.
Trata-se da primeira ocasião que um alto executivo do Governo chinês reconhece que a evolução da maior economia emergente do mundo está em risco.
O crescimento econômico da China se limitou a 9,9% nos nove primeiros meses de 2008, após mais de meia década avançando mais de 10%.
O Conselho de Estado (executivo) anunciou que o crescimento anual estaria perto de 9,5%, mas previsões externas ainda são mais pessimistas e para 2009 reduzem o número a 7,5%.