A China não quer que jornalistas “falsos” possam prejudicar a imagem do país durante os Jogos Olímpicos de Pequim e tomará duras medidas contra aqueles que fingirem exercer a profissão durante o evento, sale informou hoje a imprensa local.
Para trabalhar como jornalista na China, é necessário uma autorização do Ministério de Assuntos Exteriores. Todos os que não tiverem o documento são considerados em situação irregular.
“Os jornalistas disfarçados para ameaçar ou intimidar outros para conseguir dinheiro são muito perigosos para a sociedade”, disse Liu Binjie, ministro da Administração Geral de Imprensa e Publicações.
Os comentários de Liu sucedem o desmantelamento do jornal ilegal “The Social News” por parte da Polícia. A publicação teria divulgado uma informação sobre um erro judicial, que resultou na detenção de dois de seus funcionários.
Liu disse que existe atualmente uma base de dados com os 8.000 jornalistas que poderão estar nos locais de competição durante os Jogos, e que outra, com os 20.000 que poderão trabalhar na China durante o evento, está em processo de construção.
Segundo Lin, os jornalistas em situação irregular – especialmente os que representam a imprensa estrangeira -, prejudicam a sociedade e merecem duras penas.
Estatísticas do jornal “China Daily” apontam que há 150 jornalistas irregulares em todo o país, além de 300 publicações sem registro. Os dados vêm de uma campanha feita em todo o país desde 15 de agosto.
O controle do governo chinês sobre a imprensa do país trouxe críticas de uma série de organizações pró-direitos humanos. Com a proximidade dos Jogos, elas intensificam os ataques na esperança de ter mais atenção.