A Agência Geral de Supervisão de Qualidade Inspeção e Quarentena (AQSIQ) e o Ministério da Agricultura afirmaram que “tanto a importação direta quanto a indireta” destes produtos “está proibida por causa de surtos de doenças animais”, disse a agência de notícias “Xinhua”.
O anúncio foi divulgado depois de, nos últimos meses, exportações de remédios e alimentos chineses terem intoxicado e até matado cem pessoas no Panamá e animais domésticos nos EUA, o que gerou proibições de importação de produtos chineses em vários países.
Desde então, os EUA e alguns países latino-americanos proibiram a importação de determinados alimentos chineses nos quais foram encontrados bactérias e produtos tóxicos. A China respondeu em 15 de julho proibindo as importações de alimentos de nove empresas americanas.
A medida de hoje reforça a idéia de uma guerra comercial entre a China, um dos maiores exportadores do planeta, e os países ocidentais, prejudicados pela entrada em massa de produtos chineses, mais baratos.
Segundo as autoridades, a medida tem como objetivos “prevenir que a epidemia entre na China e garantir a segurança do setor de criação de gado”. O comunicado avisa que “todos os produtos animais que tenham sido embarcados” após o registro de epidemias nestes países “serão devolvidos ou destruídos”.
A medida proíbe ainda que os produtos mencionados cheguem às fronteiras chinesas por avião, navio ou trem e, se isto ocorrer, serão apreendidos. “Se estes produtos chegarem à China de forma ilegal, serão destruídos”, diz a mensagem. Além disso, nas fronteiras chinesas serão reforçados os controles de supervisão e quarentena.
Antes, a União Européia (UE) reforçou o controle da entrada de produtos chineses devido às intoxicações registradas nos EUA e em países latino-americanos. Na terça-feira em Pequim, a comissária de Consumo da União Européia, Meglena Kuneva criticou autoridades chinesas por não fornecerem informações suficientes sobre os casos de exportação de produtos em mau estado ou nocivos aos consumidores.
Kuneva está em visita oficial à China por causa do aumento de queixas de consumidores da UE devido à suposta má qualidade de produtos chineses, e afirmou que as autoridades locais mostraram que “levam o assunto a sério e podem conseguir progressos”.
Desde 2003, a China se tornou o epicentro da gripe aviária na Ásia e de doenças suínas bacterianas que, no ano passado, causaram a morte de muitas pessoas no sudoeste do país. Isso fez com que vários países ocidentais proibissem a entrada de produtos chineses.