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Mundo

China pode comprar terras de cultivo na América Latina e África

Arquivo Geral

09/05/2008 0h00

O Governo chinês está estudando um plano para estimular suas empresas a comprar terrenos de cultivo em regiões em desenvolvimento como a América Latina e a África.


Segundo a imprensa local, what is ed o Ministério da Agricultura anunciou que departamentos governamentais estão negociando políticas para estimular a compra e o arrendamento de terras no exterior destinadas à produção de cereais.


Li Zhengdong, diretor do Departamento de Cooperação Internacional dessa pasta, assinalou que “até agora o Ministério não decidiu nenhuma medida concreta”, mas sua aprovação é iminente.


O plano foi confirmado por um funcionário próximo ao grupo de trabalho em declarações aos correspondentes do diário britânico “Financial Times” na China.


Segundo esta fonte, que não quis se identificar, a aquisição de terrenos aconteceria na América Latina e na África, apesar de o Governo esperar certa resistência internacional.


Li afirmou que esta iniciativa não é nova, já que em 2003 o Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh) propôs esta estratégia destinada a adquirir terrenos agrícolas e florestais no exterior.


Empresas estatais chinesas como bancos e petrolíferas começaram a aplicar este plano nos últimos anos, mas a alta do preço do cereal no mundo todo está obrigando Pequim a voltar a analisar sua estratégia.


O preço do cereal subiu 25% nos três primeiros meses do ano na China, em meio a uma alta generalizada da inflação (8%), que no gigante asiático é sinônimo de revoltas.


Se a estratégia sair do papel, os cultivos prioritários no exterior serão a soja, a banana e óleos vegetais e comestíveis.


Os funcionários que participam do projeto assinalam que os obstáculos enfrentados pela China neste projeto são, além de uma forte oposição dos Governos estrangeiros, a falta de experiência de seus empresários e a instabilidade política dos países em desenvolvimento.


 

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