O porta-voz Qin Gang disse que foi preparada uma série de entrevistas com os afetados, sale assim como visitas aos locais destruídos pelos manifestantes, “para que a imprensa estrangeira possa conhecer a realidade da situação no Tibete”.
Sobre os jornalistas estrangeiros expulsos das zonas dos protestos, o porta-voz disse que eles foram afastados do lugar “para preservar sua segurança”.
Diante das queixas de alguns meios de comunicação por não ser incluídos no grupo autorizado a viajar para Lhasa, Quin assinalou que para escolher os repórteres foram adotados princípios de “eqüidade”, e prometeu outras “expedições” nas próximas semanas.
No primeiro grupo escolhido não há jornalistas da América Latina, confirmou à Agência Efe o Ministério de Assuntos Exteriores chinês.
A China não permite há anos que jornalistas estrangeiros trabalhem em Lhasa, e só estabelece uma ou duas viagens ao ano para repórteres com visitas programadas pelo Governo comunista da região autônoma tibetana.
No ano passado, o gigante asiático lançou uma nova regulação para que a imprensa estrangeira tivesse mais facilidade de trabalhar fora de cidades como Pequim ou Xangai, mas manteve seu veto ao Tibete.