O Governo chinês expressou nesta quinta-feira o desejo de que “o futuro do Egito se decida independentemente por esse país, sem interferências estrangeiras”.
“A China acompanha de perto a situação no Egito, um país importante para a paz e a estabilidade na região, e entende e apoia os esforços para manter a estabilidade social e devolver a ordem”, destacou em entrevista coletiva o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Ma Zhaoxu.
O porta-voz assegurou que o Egito “possui a capacidade e a sabedoria para encontrar uma solução apropriada” para a crise, que se prolonga há mais de duas semanas com contínuos protestos exigindo a renúncia do presidente do país, Hosni Mubarak.
Ma destacou ainda que a China seguirá a amizade e a cooperação que mantém com o Egito.
Desde o início dos protestos, a China fretou oito aviões para que cerca de 1.800 chineses voltassem para seu país de origem. Destes, 360 pessoas são provenientes de Macau, Hong Kong e Taiwan, acrescentou o porta-voz.
Ma não quis comentar os apelos de boa parte da comunidade internacional para que o Egito empreenda uma transição pacífica rumo à democracia.