A fonte mencionada, que não soube precisar o número de pessoas a bordo do avião, negou que a decisão das autoridades chinesas estivesse relacionada com uma ameaça de bomba ou com um sequestro, como foi dito inicialmente pela imprensa oficial chinesa.
Segundo a agência oficial chinesa “Xinhua”, o avião não recebeu permissão para aterrissar na China devido a uma ameaça de bomba e também porque, aparentemente, a aeronave havia sido sequestrada.
O avião decolou de Cabul e tinha como destino a cidade de Urumqi, capital de Xinjiang. O aparelho sobrevoava o espaço aéreo do Quirguistão quando foi avisado de que não poderia entrar na China e, por isso, retornou ao Afeganistão.
O presidente da Kam Airlines, Zamari Kamgar, disse à “Xinhua” que o avião aterrissou em Kandahar em vez de voltar a Cabul devido ao mau tempo na capital afegã.
Em 5 de julho, um conflito étnico na região de Xinjiang entre uigures, maioria na área, e chineses da etnia han deixou 197 mortos, em sua maioria colonos han, segundo a versão oficial chinesa. Dois dias mais tarde, centenas de uigures foram assassinados.