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China nega exigir exame anal de Covid a diplomatas

Devido aos novos surtos da doença no país, o exame já estava sendo realizado em alguns cidadãos chineses

Nesta quinta-feira (25), o Ministério das Relações Exteriores da China negou ter exigido que diplomatas dos Estados Unidos realizassem exames de Covid-19 com amostra anal.

“Até onde sei… a China jamais pediu que pessoal diplomático dos EUA radicado na China passe por exames de amostra anal”, disse o porta-voz da chancelaria, Zhao Lijian, em uma coletiva de imprensa diária em Pequim.

Na quarta-feira (24), a empresa de mídia digital e radiodifusão americana-canadense Vice afirmou que, segundo uma autoridade do Departamento de Estado, o exame foi feito por engano e a China suspenderá tais exames em diplomatas dos EUA.

Outro representante do Departamento de Estado disse à Reuters que o órgão está “comprometido a garantir a segurança e a proteção de diplomatas americanos e suas famílias, e ao mesmo tempo preservar sua dignidade”.

Devido aos novos surtos da doença no país, o exame já estava sendo realizado em alguns cidadãos chineses. O procedimento consiste em identificar vestígios do vírus que ficam em amostras fecais, ou amostras anais.

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Nesses tipos de amostras, o coronavírus permanece detectável por mais tempo do que no trato respiratório, afirma as autoridades sanitárias chinesas.

Ainda segundo os profissionais de saúde, os exames fecais também podem ser mais eficazes na detecção de infecções em crianças pequenas e de colo, já que suas fezes têm uma carga viral maior do que a dos adultos.

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