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China julga 108 suspeitos por revoltas étnicas após ameaças da Al Qaeda

Arquivo Geral

09/10/2009 0h00

As autoridades chinesas informaram hoje que 108 suspeitos estão sendo acusados de instigar revoltas étnicas entre uigures muçulmanos e chineses no passado 5 de julho nas quais morreram cerca de 200 pessoas, depois que Al Qaeda chamasse à guerra Santa contra o Governo chinês.

No entanto, do total de acusados, só 21 são suspeitos de haver cometido homicídio, incêndio intencional e roubo, informou o procurador-geral da capital regional da região autônoma uigur de Xinjiang, Urumqi, em declarações recolhidas hoje pelo jornal oficial “China Daily”.

O procurador público adjunto Liu Bo, informou que foram libertados mais de 500 do total de 825 detidos pelas revoltas, que tiveram início depois que um grupo de uigures violentos começasse a matar a civis, deixando 1.600 pessoas feridas.

Os 21 suspeitos acusados dos crimes mais graves serão os primeiros a serem levados aos tribunais, depois que “a Polícia e a promotoria reunissem todas as provas para ser apresentadas como evidências legítimas” no julgamento, explicou Liu.

O fiscal não desvelou a etnia dos acusados, mas dois dos acusados por homicídio têm nomes uigures e o diário menciona a um chinês de etnia han.

O conselheiro de Estado e ministro da Segurança Pública Meng Jianzhu afirmou que não haverá clemência para aqueles que participaram da revolta.

Embora uigures no exílio tenham reconhecido que membros de sua etnia se comportaram de forma violenta em 5 de julho, acusam às forças de segurança chinesas de ter realizado uma brutal repressão na qual morreram até 800 pessoas que foram ocultadas.

Também dizem que as autoridades ocultaram o linchamento de uigures por parte de chineses como vingança pela revolta.

Os uigures, uma etnia de língua turcomana e credo muçulmano que habita a região de Xinjiang (Turquestão Oriental) há séculos, acusam ao Governo chinês de haver realizado uma campanha repressiva para acabar com sua cultura e apoderar-se de seus recursos naturais desde que as tropas comunistas se anexaram definitivamente à região em 1949.

Na quarta-feira um alto comando do grupo terrorista islâmico Al Qaeda instou à minoria uigur a preparar-se para a “Guerra Santa” contra o Governo chinês em resposta a essa repressão, levando a um aumento da segurança nas ruas de Urumqi.

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