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China, Japão e Coreia do Sul oferecem US$ 87,1 bi à Asean

Arquivo Geral

24/10/2009 0h00

A China, o Japão e a Coreia do Sul ofereceram US$ 87,1 bilhões à Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) como ajuda para superar a crise e construir infraestruturas.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, se reuniu primeiro com os chefes de Estado e de Governo dos dez países-membros da Asean, depois com o chefe do Governo japonês, Yukio Hatoyama, e em seguida com o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, na cidade de Hua Hin, cerca de 150 quilômetros ao sul de Bangcoc.

Em seguida, todos se reuniram e, por último, a Asean esteve com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

Wen se apresentou em Hua Hin com várias propostas econômicas, como a criação de um fundo de US$ 10 bilhões para construir infraestruturas, e outro creditício, de US$ 15 bilhões.

O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, destacou que “a China se transformou em um pilar indispensável na estabilidade política e econômica na região”.

O porta-voz do Governo japonês, Kazuo Kodama, anunciou em entrevista coletiva em Hua Hin que Tóquio contribuirá com US$ 62 bilhões para ajudar os países do Sudeste Asiático atingidos pela crise econômica mundial, e destacou a importância de reduzir “a disparidade de desenvolvimento entre os países asiáticos”.

Kodama disse que, “no futuro, a cooperação intrarregional terá um papel mais relevante no mundo” e uma função complementar aos organismos internacionais como o Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Além disso, o Governo japonês oferecerá anualmente 6 mil bolsas de estudos para que os estudantes da Asean se matriculem no Japão.

A Coreia do Sul prometeu US$ 100 milhões em ajuda à Asean para que seus países-membros reduzam emissões de gases do efeito estufa e se adaptem à luta mundial contra a mudança climática.

Além dos assuntos econômicos, a Asean falou sobre mudança climática e que buscará um consenso na cúpula de Copenhague, sobre que Mianmar realize no próximo ano eleições justas e críveis e que a Coreia do Norte volte à mesa de negociações multilaterais.

A Asean é formada por Mianmar (antiga Birmânia), Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã, uma comunidade de 580 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) combinado de US$ 1,5 trilhão.

No caminho da cooperação, a Asean assinou com a Índia em 13 de agosto um tratado comercial de bens, e em 1º de janeiro de 2010 entrará em vigor os tratados de livre-comércio que tem com a China e a Coreia do Sul, e que afetam quase todos os produtos.

No próximo ano, Brunei, Filipinas, Indonésia, Malásia e Cingapura reduzirão a até 5% as barreiras tarifárias, com exceção a um pequeno grupo de bens particularmente delicados para as economias dessas nações, como o arroz para Manila e o açúcar para Jacarta.

Os líderes regionais, que se baseiam no modelo europeu, preveem que os outros Estados-membros farão o mesmo em 2015.

Hatoyama afirma, em entrevista publicada hoje pelo jornal “Bangkok Post”, por ocasião da cúpula da Asean, que os países que fazem parte da região da Ásia Oriental deveriam pretender liderar o mundo.

“Seria importante para todos nós ter a aspiração de que a Ásia Oriental dirija o mundo e que vários países com diferentes regimes cooperassem atrás dessa perspectiva”, diz o governante japonês.

“Não digo que a comunidade da Ásia Oriental é algo que possa ser feito da noite para o dia (…). A longo prazo, acho que fará sentido que tenhamos uma moeda única, mas, antes, é importante aprofundar nas iniciativas econômicas”, acrescenta.

A Asean inaugurou ontem a Comissão Intergovernamental de Direitos Humanos, mas sem competência para sancionar, e no próximo ano estreará a Comissão Intergovernamental dos Direitos da Mulher e do Menor.

Os países da Asean, China, Coreia do Sul, Índia, Japão, Austrália e Nova Zelândia realizarão amanhã, em Hua Hin, a 4ª Cúpula da Ásia Oriental.

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