O Ministério das Relações Exteriores da China disse nesta segunda-feira (12) que os EUA não devem usar outros países como um “pretexto” para perseguir seus interesses na Groenlândia e afirmou que as atividades chinesas no Ártico estão em conformidade com o direito internacional.
Questionada em Pequim sobre as declarações dos EUA de que é necessário para Washington assumir o controle da Groenlândia para impedir que a China e a Rússia assumam o controle, a porta-voz da pasta, Mao Ning, respondeu que “as atividades da China no Ártico visam promover a paz, estabilidade e desenvolvimento sustentável na região e estão de acordo com o direito internacional”. Ela não elaborou sobre essas atividades.
“Os direitos e liberdades de todos os países para conduzir atividades no Ártico de acordo com a lei devem ser plenamente respeitados”, disse, sem mencionar diretamente a Groenlândia. Ela acrescentou que “o Ártico diz respeito aos interesses gerais da comunidade internacional”.
A China, em 2018, declarou-se um “estado próximo ao Ártico” em um esforço para ganhar mais influência na região. Pequim também anunciou planos para construir uma “Rota da Seda Polar” como parte de sua Iniciativa do Cinturão e Rota global, que criou vínculos econômicos com países ao redor do mundo. Fonte: Associated Press.
Estadão Conteúdo.