O governo da China criticou as manobras militares realizadas nesta segunda-feira pela Coreia do Sul no Mar Amarelo, que banha, além dos dois países, a Coreia do Norte.
O vice-ministro de Relações Exteriores da China, Cui Tiankai, afirmou que “ninguém tem direito de incitar ou provocar o conflito ou a guerra”, e reiterou que a postura de Pequim “sempre foi apostar pelo diálogo e em negociações entre as duas Coreias”.
“Ninguém tem o direito de fazer com que os povos dos dois lados da península coreana vertam seu sangue”, declarou.
A Coreia do Sul iniciou e concluiu nesta segunda-feira suas manobras militares com fogo real na tensa fronteira do Mar Amarelo após uma hora e meia de operações, relatou a agência sul-coreana “Yonhap”.
A localização das manobras, próximas à ilha sul-coreana de Yeonpyeong, que foi atacada no mês passado pela Coreia do Norte, com saldo de quatro mortes, provocou alarme generalizado, embora os exercícios tenham acontecido sem notícias de incidentes.
A China é a principal aliada política e econômica dos norte-coreanos, e advoga pelo reatamento do diálogo de seis partes (do qual participam as duas Coreias, Rússia, Japão, Estados Unidos e a própria China) para negociar a paz na região.
O Conselho de Segurança da ONU se reuniu em Nova York neste domingo para tentar diminuir a tensão na península coreana, embora não tenha chegado a um acordo perante a divergência de opiniões entre seus membros, já que China e Rússia resistiram a condenar a Coreia do Norte.