O ministro de Exteriores chinês, Yang Jiechi, afirmou hoje que o Irã “não fechou a porta do diálogo” com a comunidade internacional no contencioso litígio sobre seu programa nuclear e insistiu em que, para seu país, não se esgotou a via diplomática.
“Meu país apoia a via do desarmamento nuclear, assim como o direito à utilização dessa energia para fins civis, e continuará defendendo a via do diálogo”, assegurou Yang perante a Conferência de Segurança de Munique (sul da Alemanha), após reiterar sua certeza de que Teerã “não tinha fechado a porta” do diálogo à comunidade internacional.
“A questão entrou em uma fase decisiva”, perante a qual os interlocutores devem ter “paciência e flexibilidade” para encontrar o caminho para uma “solução duradoura”, acrescentou.
Yang participou da Conferência de Munique como primeiro representante chinês que participa desse fórum e discursou após sua inauguração por parte do ministro da Defesa da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg.
O chanceler chinês disse que seu país se encontra “em plena fase de transformação” e que, no marco dessa evolução, aspira a assumir “uma responsabilidade crescente” no âmbito internacional, para concluir que Pequim está disposta a “dar sua contribuição”, inclusive na luta contra a mudança climática.
O litígio por causa do programa nuclear de Teerã foi incluído na agenda da Conferência – inicialmente centrada no desarmamento atômico, na arquitetura de segurança europeia, no Oriente Médio e no Afeganistão- depois que foi anunciada a participação do ministro iraniano de Assuntos Exteriores, Manouchehr Mottaki, que discursará amanhã no fórum.
Na abertura, Guttenberg expressou seu desejo de que o Irã ofereça nos próximos dias sinais claros sobre as intenções de seu controvertido programa nuclear, por causa do começo da Conferência de Segurança de Munique.