“As autoridades colocaram durante sete dias sob observação médica estes 25 estudantes canadenses na cidade de Changchun (capital de Jilin)”, disse o porta-voz da Chancelaria chinesa, Ma Zhaoxu.
Ma explicou que, depois que, em 2 de maio, o Canadá confirmou 51 casos de infecção humana da gripe suína, “as autoridades provinciais colocaram durante sete dias sob observação médica estes 25 estudantes, com o objetivo de “proteger a segurança pública sanitária”.
Esta quarentena foi realizada “de acordo com as leis de doenças contagiosas, de saúde e quarentena alfandegárias”, acrescentou.
As autoridades locais colocaram os estudantes em um hotel, e estão recebendo comida e serviços médicos.
“Atualmente, a temperatura corporal destes estudantes é normal, sua situação física é boa, estão emocionalmente estáveis e satisfeitos com estas medidas”, acrescentou Ma.
“Existe um período de quarentena, aplicado pelo Governo local e aceito pelos estudantes canadenses”, acrescentou.
O Canadá pediu ontem explicações ao Governo chinês sobre a retenção destes estudantes, semelhante à sofrida por 70 cidadãos mexicanos no país asiático.
No entanto, o porta-voz chinês disse hoje que o escritório de Exteriores da província de Jilin deu informações à embaixada canadense e acrescentou que “a quarentena foi realizada em coordenação” com a delegação e em “estreito contato” com Ottawa.
De maneira paralela, a embaixada chinesa em Washington informou sobre a suspensão das solicitações de visto para viajar à China por enquanto, medida que, segundo Ma, “não é discriminatória nem é contra nenhum país”.
O porta-voz chinês não quis confirmar informações sobre a quarentena de outros quatro americanos em território chinês, e alegou não ter uma lista de estrangeiros de outras nacionalidades que tenham sido isolados como medida preventiva contra a gripe suína.