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Mundo

China acusa Vaticano de "ameaças" e "ataques a sua liberdade religiosa"

Arquivo Geral

22/12/2010 10h06

A instituição do governo da China encarregada de controlar os assuntos religiosos do país voltou suas baterias contra o Vaticano por suas recentes críticas a uma assembleia, em Pequim, de líderes da Igreja Católica oficial chinesa, que não é reconhecida pelo Papa.

 

Por meio de nota divulgada nesta quarta-feira, a China qualificou de “infundadas” as críticas do Vaticano, ao qual acusou de “tentar interferir e fazer ameaças aos participantes destas reuniões há dois ou três anos”.

 

“Não se deve criticar os métodos religiosos da China, esses atos não têm justificativa alguma e não são corteses”, diz o comunicado, que cita ainda a postura do Vaticano como “um ataque contra a liberdade religiosa” do país.

 

As declarações foram uma resposta às críticas lançadas pelo Vaticano na última sexta-feira sobre a VIII Assembleia de Católicos Chineses, que aconteceu entre os dias 7 e 9 deste mês.

 

A Santa Sé disse “deplorar com profunda dor” a realização do encontro, promovido pelo governo comunista sem sua permissão, e assegurou que se tratava de um gesto “hostil” com o qual a China danificou unilateralmente o diálogo e o clima de confiança com o Vaticano.

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