Pelo menos 12 réplicas se produziram no Chile após o país ser atingido no domingo passado por um sismo de 6,9 graus que, no entanto não causou vítimas mas interrompeu fornecimento de energia e das linhas telefônicas, informaram as autoridades nesta segunda-feira.
O terremoto, ocorrido às 17h20 (horário local) do domingo, abrangeu mil quilômetros do centro e sul do Chile, incluindo as regiões de O’Higgins, Maule, Bío-Bío, La Araucanía, Los Rios e Los Lagos, onde os habitantes lembraram com temor o terremoto de 8,8 graus que devastou parte do país em 27 de fevereiro de 2010.
Duas das réplicas alcançaram uma magnitude de 5,1 graus na escala Richter, enquanto a mais recente, na
madrugada desta segunda-feira foi de 4,9graus, informou o Instituto Geológico dos Estados Unidos.
Segundo relatórios do organismo e do Instituto Sismológico da Universidade do Chile, a maioria das réplicas teve seu epicentro sob o mar, próximo de Tirúa, no limite das regiões do Bío-Bío e La Araucanía, mesma região que o sismo principal atingiu.
A atividade sísmica e o temor por um eventual tsunami levaram milhares de habitantes da região litorânea a passarem a noite em lugares altos.
O presidente Sebastián Piñera, que visitou no domingo a sede do Escritório Nacional de Emergência (Onemi), descartou a possibilidade de um tsunami e fez um balanço do impacto do terremoto.
“Quero pedir calma às pessoas. Felizmente não temos que lamentar por mortes nem acidentes. Em todo caso, é importante destacar que todos os serviços funcionaram de forma normal”, ressaltou Piñera.