“O Chile aposta e vê uma magnífica oportunidade para se transformar em um fornecedor de bens e serviços da mineração brasileira”, declarou Corales.
O secretário lidera uma delegação de dez empresas chilenas que participam da Exposibram 2009, uma feira do setor de mineração que começou ontem em Belo Horizonte e termina na próxima quinta-feira.
Corales destacou a experiência chilena na exploração mineral, principalmente de cobre, e aproveitou para citar como exemplos as tecnologias de ventilação e de encanamento, além da capacitação de pessoal oferecida pelas empresas de seu país.
“Muito desta tecnologia pode ser usado também no Brasil no setor sucroalcooleiro”, ressaltou.
Na mineração brasileira, as empresas chilenas devem competir com companhias dos Estados Unidos, Austrália, Canadá, África do Sul e Suécia, disse Corales.
Os 19 acordos comerciais assinados pelo Chile com 55 países e a atuação no setor de mineração do Peru, Argentina, Bolívia e México são outros dos argumentos expostos pelas empresas chilenas que participam do evento.
“Estamos intensificando nossas relações comerciais com o Brasil e, sem dúvida, a mineração é de suma importância”, ressaltou Corales.
Além de sua sede em São Paulo, o ProChile instalou um escritório em Salvador, e enviou uma missão comercial à capital baiana em junho.
“Agora, levaremos empresários brasileiros do setor de mineração para que conheçam melhor nosso trabalho, em novembro”, destacou Corales, que participou recentemente de uma feira similar no Peru.
Segundo dados do Governo chileno, a troca comercial bilateral entre Brasil e Chile chegou a US$ 9 bilhões em 2008, enquanto os investimentos diretos chilenos na economia brasileira somam cerca de US$ 8 bilhões.