O ministro da Fazenda chileno, Andrés Velasco, assegurou hoje que o país conta com recursos fiscais para enfrentar no curto prazo sua reconstrução após o terremoto do sábado passado, mas não descartou pedir financiamento a organismos multilaterais em uma fase posterior.
“Neste momento, tudo ajuda. Porém, ao contrário de outros países, contamos com recursos próprios e vamos usá-los. E se existe a oportunidade de aproveitar o apoio e a solidariedade de instituições internacionais, certamente que também vamos somar isso”, disse Velasco à imprensa.
O Chile já recebeu quatro milhões de euros da União Europeia (UE) e US$ 200 mil do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Velasco lembrou que o Chile tem linhas de créditos abertas com o BID e o Banco Mundial, entre outros organismos multilaterais, e que não despreza nenhuma alternativa diante da possibilidade de um futuro endividamento externo.
O ministro explicou que, na segunda metade do ano, “esta tragédia vai exigir um esforço muito maior de investimento público e privado”, o que por sua vez estimulará a demanda e, no médio prazo, contribuirá para dinamizar a economia.
Além disso, o Governo chileno baixou uma série de medidas para aliviar a situação dos desabrigados pelo terremoto, como a suspensão do pagamento de impostos e a flexibilização de prazos para ativar os seguros com cobertura para o terremoto, entre outras.
“Esta não é a hora dos números, é a hora das pessoas, de dedicar cada minuto a garantir o restabelecimento dos serviços básicos e que a ajuda chegue onde tem que chegar”, afirmou Velasco.