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Mundo

Chile manda avião com ajuda humanitária e médicos ao Haiti

Arquivo Geral

13/01/2010 0h00

O Governo do Chile resolveu enviar hoje ao Haiti um avião com ajuda humanitária ao Haiti, o que inclui médicos e cães treinados para encontrar pessoas desaparecidas.


A presidente do Chile, Michelle Bachelet, nomeou o ex-chanceler Juan Gabriel Valdés, primeiro chefe da Missão das Nações Unidas no Haiti (Minustah), como representante da Presidência no país.


A ajuda humanitária terá 12 toneladas de alimentos e três de 3 remédios, transportada em um avião de carga da Força Aérea chilena.


Duas chilenas permanecem desaparecidas após o terremoto que ontem afetou o país, entre elas a esposa do general Ricardo Toro, que hoje assumiu temporariamente o comando militar e civil da Minustah.


A mudança temporária de comando se deve ao fato do general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto, comandante da Minustah, estar em Nova York, na sede das Nações Unidas, e ainda não ter conseguido retornar ao Haiti por causa de problemas no setor de comunicações no país.


Já o chefe civil da missão, o tunisiano Hedi Annabi, foi um dos mortos por causa do terremoto.


Isto é devido à ausência do chefe militar, o brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto, que se encontrava ontem em Nova York e não pôde retornar ao país, já que o chefe civil, o tunisiano Hedi Annabi, foi dado hoje por morto pelo Governo francês.


“Desejo expressar, em nome do meu Governo e de todo o povo do Chile, nossa solidariedade e apoio ao Haiti nas difíceis horas que está vivendo”, disse Bachelet, que também prestou “solidariedade” às famílias das chilenas desaparecidas.


O ministro da Defesa, Francisco Vidal, garantiu que os 505 membros das forças chilenas que fazem parte da Minustah estão bem e trabalham ativamente para socorrer os desabrigados. Apenas um cabo sofreu uma luxação de ombro.


O poderoso terremoto aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. O primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, cifrou hoje em “centenas de milhares” o número de mortos.


O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.


A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

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