Assim informou o ministro da Defesa, Francisco Vidal, que precisou que o avião, um Boeing 767, decolou às 3h local (4h de Brasília) e que, no mesmo, viajou Juan Gabriel Valdés, designado delegado presidencial para o Haiti pela presidente chilena, Michelle Bachelet.
Valdés foi há alguns anos chefe da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), e com ele viajou também a subsecretária dos Carabineiros (Polícia militarizada), Javiera Blanco.
Quanto à carga, consiste principalmente em equipamentos de resgate, remédios, provisões, tendas e água.
Em declarações à rádio “Cooperativa”, Vidal disse que se descartou que haja mais vítimas chilenas no Haiti, e afirmou que os únicos casos confirmados são os de Andrea Loi e María Teresa Dowling, ambas desaparecidas.
Vidal, que reiterou o compromisso do Chile com o Haiti, disse que a situação é tão caótica que o embaixador chileno em Porto Príncipe, Marcel Young, está com 60 pessoas hospedadas no pátio da representação diplomática.
O ministro disse que o Governo enviará outro avião com ajuda nos próximos dias e que um navio da Marinha está se preparando com o mesmo propósito.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. O primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, cifrou o número de mortos em “centenas de milhares”.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.