Funcionários dos Ministérios de Saúde da Costa Rica e do Chile compartilharam nesta semana experiências sobre o combate à gripe suína e sobre o atendimento de pacientes contagiados, informaram hoje fontes oficiais.
A ministra de Saúde costarriquenha, María Luisa Ávila, declarou hoje em entrevista coletiva que este tipo de encontro é importante pelo fato de o vírus ser novo, se comportar de maneira diferente em cada país e “não existir uma experiência acumulada” para o combate a ele.
Representando o Chile em San José estiveram esta semana Osvaldo Salgado, chefe da divisão de integração de redes do Ministério da Saúde, e Juan Paul, diretor dos serviços de saúde da província de Ñuble.
Salgado disse que a Costa Rica fez um bom trabalho em relação a medidas preventivas, atendimento de pacientes e capacitação do pessoal de saúde, mas pediu para não baixar a guarda para evitar um aumento severo dos casos.
O número de mortos no Chile por causa da gripe chega a 96, enquanto já são 11.860 casos, dos quais 1.022 precisarão de hospitalização devido à sua gravidade, segundo um relatório divulgado hoje pelo Ministério da Saúde chileno.
A ministra costarriquenha confirmou que no país morreram 22 pessoas, das quais 21 apresentavam fatores de risco como obesidade, doenças respiratórias crônicas, hipertensão ou diabetes, entre outras.
Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.