Menu
Mundo

Chicago aposta suas últimas fichas em Obama para convencer COI

Arquivo Geral

01/10/2009 0h00

A presença do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é a grande aposta da reta final da campanha de Chicago à sede dos Jogos Olímpicos de 2016 para sensibilizar os membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta sexta-feira, na votação que definirá a cidade que vai receber o evento.

Obama deverá chegar a Copenhague (Dinamarca), onde será feita a escolha, por volta das 8h locais (3h de Brasília), e na viagem ficará mais tempo dentro do avião do que na capital dinamarquesa, já que sua permanência deve ser de poucas horas, apenas o suficiente para fazer um discurso em prol de Chicago ao COI.

Quando o Comitê começar a votação para decidir entre Rio de Janeiro, Chicago, Madri e Tóquio, o presidente e sua esposa, Michelle – que está na capital dinamarquesa desde quarta-feira -, terão retornado a Washington.

A primeira-dama descreveu a eleição de amanhã como “uma guerra” na qual os Estados Unidos estão dispostos a “lutar sem piedade”. Ela também comparou o acontecimento a uma campanha eleitoral, na qual não se pode considerar nenhum voto como certo até que ele seja depositado na urna.

“Ela é nossa melhor arma”, assegurou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, sobre a participação de Michelle Obama no lobby a favor de Chicago.

Mas a presença do próprio presidente americano – assim espera o Comitê Olímpico dos EUA – pode ser o fator que realmente decida a votação, como aconteceu na escolha de Londres para sede dos Jogos de 2012. Na ocasião, em 2005, o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, compareceu à eleição feita pelo COI em Cingapura.

O anúncio da viagem de Obama foi feito de surpresa na manhã da última segunda-feira, depois que o próprio Obama declarou que a reforma do sistema de saúde do país o manteria ocupado demais para poder viajar.

A Casa Branca justificou a viagem, a primeira de um presidente americano para defender uma candidatura olímpica, com o argumento de que um triunfo de Chicago traria grandes benefícios para a economia dos Estados Unidos.

Mas o certo é que o presidente americano ficou sem outra opção, levando-se em conta que as outras candidaturas mobilizaram seus respectivos governantes para irem à Copenhague.

Se Obama tivesse ficado em Washington e Chicago fosse derrotada, é quase certo que ele não seria poupado de duras críticas por não ter feito o suficiente em favor de sua cidade de adoção.

Agora se submete a outro risco: a possibilidade de que, mesmo com sua presença, a candidatura americana não consiga a vitória.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado