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Cheney diz em Cabul que pedirá à Otan que reforce compromissos no Afeganistão

Arquivo Geral

20/03/2008 0h00

O vice-presidente norte-americano, story Dick Cheney, side effects disse hoje em Cabul que os Estados Unidos pedirão a seus aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que reforcem seus compromissos futuros no Afeganistão.


“A duas semanas da cúpula da Otan em Bucareste, o Afeganistão ocupará um alto lugar na agenda. A Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) percebeu uma importante diferença no país e os EUA pedirão a seus aliados um compromisso ainda maior no futuro”, disse Cheney, que chegou hoje a Cabul em uma visita surpresa.


Pouco antes de se pronunciar para imprensa a favor da “cooperação entre os dois países”, Cheney havia se reunido com o presidente afegão, Hamid Karzai. Hoje (20 de março), os afegãos comemoram o ano novo.


“Nos últimos seis anos, o povo do Afeganistão fez uma viagem segura e audaz, deixando de lado a tirania, ganhando a liberdade e reivindicando um futuro”, declarou Cheney em referência ao começo da operação Liberdade Duradoura, em sete de outubro de 2001, e à queda do regime talibã um mês depois.


O ano 2007 foi o mais sangrento desde o começo da operação liderada pelos EUA, que se estima ter ocasionado a morte de cerca 6.300 pessoas.


Segundo o vice-presidente americano, “os EUA e os demais membros da coalizão necessitam ter força suficiente para enfrentar a ameaça dos extremistas e radicais, como talibãs e a Al Qaeda”.


Embora o centro de estudos independente, Senlis Council, tenha calculado, em novembro, que os talibãs têm presença permanente em 54% do território afegão, a Isaf estimou esta semana que 94% das operações militares se produzem em apenas 15% dos distritos do país.


As operações mais intensas acontecem no sul do país, um reduto tradicional dos talibãs onde lutam tropas não só dos EUA, mas também do Canadá, Holanda e do Reino Unido.


Nos últimos meses, os EUA insistiram para que seus aliados aumentem suas tropas e suas responsabilidades no país asiático e se distribua, de uma forma melhor, a pressão do conflito.


A longa visita de Cheney aconteceu poucas semanas antes de uma importante reunião que os países-membros da Otan vão realizar na Romênia entre os dias 2 e 4 de abril.


Sobre as dificuldades nos combates no sul, Hamid Karzai se encarregou hoje de defender o papel das forças nacionais, assegurando que quanto mais fortes forem as tropas afegãs, menor será a pressão sobre as forças de segurança internacionais.


“A cooperação entre Afeganistão e o resto da comunidade internacional é um dever tanto para a guerra contra o terrorismo como para a estabilidade no país”, disse o presidente afegão.


Nessa mesma linha, Cheney afirmou que o ponto forte da segurança afegã se apóia na “habilidade” do povo para se munir de forças “bem treinadas e equipadas” e conseguir que o Afeganistão viva de forma mais independente.


O vice-presidente americano chegou ao país sob fortes medidas de segurança já que, durante sua última visita, em fevereiro de 2007, um suicida detonou explosivos em frente à base militar de Bagram, onde se encontrava. Cheney saiu ileso do atentado.


 

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