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Mundo

Chegam à Libéria os primeiros migrantes deportados dos Estados Unidos

Decisão unânime estabelece que medidas protetivas podem ser aplicadas mesmo fora de relações domésticas, familiares ou íntimas

Redação Jornal de Brasília

20/08/2026 12h38

libéria

Foto: JOHN WESSELS/AFP

Vinte migrantes deportados pelos Estados Unidos chegaram à Libéria nesta quinta-feira (20), constataram jornalistas da AFP, os primeiros de até 1.200 estrangeiros que este país aceitou receber.

A Libéria é o mais recente país africano a aceitar receber migrantes deportados no âmbito da polêmica ofensiva contra a imigração impulsionada pelo presidente americano, Donald Trump.

O avião que transportava as 20 pessoas pousou no aeroporto internacional do país pouco antes das 13h00, horário local (10h00 em Brasília). Posteriormente, um ônibus com os deportados deixou o aeroporto, próximo à capital, Monróvia.

Foi possível ver funcionários da Comissão Liberiana de Repatriação, Reassentamento e Reintegração orientando os recém-chegados. Os repórteres foram mantidos à distância e não puderam falar com eles.

A Libéria anunciou nesta semana que aceitava receber até 1.200 estrangeiros deportados dos Estados Unidos no prazo de um ano. Também afirmou que estas pessoas são “livres para deixar o país quando desejarem” ou para solicitar asilo.

O governo liberiano assegurou que “não exigiu nem recebeu nenhuma compensação ou promessa de recompensa em troca de concordar em participar do programa”.

Em seu segundo mandato, Trump ampliou o grupo de pessoas suscetíveis à deportação, concentrando-se também naquelas que contam com status legais de proteção que, sob governos anteriores, lhes permitiam morar e trabalhar nos Estados Unidos mediante o temor de serem perseguidas ou enfrentarem situações de perigo em seus países de origem.

Os EUA argumentam que, legalmente, só lhes é proibido enviar diretamente essas pessoas de volta a seus países de origem.

O governo Trump afirmou que quer enviar ao país africano o migrante salvadorenho Kilmar Ábrego García, que se tornou um símbolo das deportações em massa, após ele ter sido deportado por engano a El Salvador, segundo o jornal The New York Times.

AFP

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