Subiu para 88 o número de mortos pela explosão de um oleoduto na última segunda-feira em um bairro pobre de Nairóbi, confirmou à Agência Efe nesta quarta-feira o responsável de comunicação da Cruz Vermelha do Quênia, Jarvis Sundays.
As equipes de resgate “recuperaram hoje dois corpos no rio” próximo ao local do acidente, precisou Sundays.
Mais de 100 feridos recebem atendimento em hospitais na capital queniana e algumas ainda podem falecer por consequência das graves queimaduras, assinalou o porta-voz da Cruz Vermelha.
Segundo publica hoje o “Daily Nation”, principal periódico do Quênia, o Governo queniano pediu ajuda à Índia para emprestar assistência médica às vítimas.
Por ocasião da tragédia, o Executivo do Quênia declarou dois dias de luto (hoje e amanhã) em todo o país, onde a bandeira nacional tremula a meio mastro.
Em comunicado oficial, o Governo manifestou seu “sincero apoio às famílias que perderam seus entes queridos” e desejou “uma rápida recuperação às pessoas que sofreram ferimentos”.
O acidente ocorreu por volta das 9h locais de segunda-feira (3h de Brasília), na favela do Sinai (sudeste de Nairóbi).
Segundo o deputado Johnson Muthama, presente hoje no lugar do acidente, a explosão aconteceu quando várias pessoas detectaram um vazamento no oleoduto e passaram a recolher o combustível, embora tenha admitido não conhecer a origem do fogo.
O oleoduto onde houve o acidente, propriedade da companhia estatal Kenya Pipeline Company (KPC), transportava combustível da cidade portuária de Mombaça para Eldoret, cidade no centro-oeste do país, passando pela capital, Nairóbi.
Por enquanto, a KPC se recusa a assumir alguma responsabilidade pela tragédia e está à espera de uma investigação que determinará a causa da explosão.