O chefe do Poder Judiciário iraniano, Sadeq Larijani, afirmou hoje que o acordo para enriquecer urânio no exterior é contra os interesses do país e ressaltou que o Irã “deve resistir” na questão nuclear.
“O tema do envio de urânio ao exterior deve ser ponderado e, por enquanto, parece que este tipo de interação na questão nuclear não beneficia o Irã”, disse hoje o responsável, citado pela agência de notícias “Ilna”.
“Sobre a questão nuclear, a nação iraniana deve mostrar resistência e não deve ignorar facilmente seus direitos”, advertiu.
O regime iraniano anunciou na semana passada a possibilidade de aceitar uma proposta da França, Estados Unidos e Rússia para enviar seu urânio a 3,5% ao exterior e recuperá-lo depois, enriquecido a 20%.
A decisão de Teerã abriu um debate dentro do regime, especialmente entre facções conservadoras, que percebem o envio como uma derrota.
Neste final de de semana, o presidente da Comissão de Segurança Nacional e Relações Exteriores do Parlamento iraniano, Alaeddin Boroujerdi, expressou sua rejeição total ao possível acordo, com o qual a comunidade internacional pretende diminuir as suspeitas sobre o programa nuclear do Irã.
Grande parte da comunidade internacional, com os Estados Unidos e Israel à frente, acusa o regime iraniano de esconder sob seu programa nuclear civil outro de natureza clandestina e aplicação militar, cujo objetivo seria a aquisição de um arsenal atômico, alegação que Teerã nega.