Juan José Ibarretxe se apresenta pela quarta vez consecutiva à Chefia do Governo basco.
Em seu discurso diante da Assembléia Nacional do PNV, que o ratificou como candidato, Ibarretxe exigiu que o grupo terrorista ETA “vá embora de nossas vidas” e garantiu que trabalhará na defesa de “todos os direitos humanos”.
Também reivindicou a defesa de “todos os direitos humanos para todas as pessoas, sem complexos”, e transferiu seu carinho às vítimas do terrorismo e às pessoas ameaçadas.
Ibarretxe mantém um confronto com o Governo central espanhol após uma série de iniciativas que foram qualificadas pelos partidos políticos de inconstitucionais.
A última decisão de Ibarretxe que provocou uma tempestade política foi o anúncio de convocar um plebiscito sobre o futuro do País Basco e sua relação com a Espanha, que acabou sendo cancelado pelo Tribunal Constitucional espanhol.
Ibarretxe tinha emoldurado essa iniciativa em um mapa do caminho para “canalizar a solução do conflito”, em referência à atividade da organização terrorista ETA, que busca a independência do País Basco em relação à Espanha e que assassinou mais de 800 pessoas nas últimas três décadas.
Alguns anos antes, promoveu a aprovação no Parlamento basco de um projeto político que contemplava conceder ao País Basco um status de livre associação com a Espanha. O projeto político foi apresentado ao Parlamento espanhol, que o rejeitou.