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Mundo

Chefe de polícia colombiana vinculado ao caso dos bombardeios

Arquivo Geral

23/10/2009 0h00

O juiz equatoriano Francisco Revelo, que segue o processo pelo ataque do Exército da Colômbia a um acampamento das Farc no Equador dia 1º de março de 2008, vinculou hoje no caso ao chefe da Polícia colombiana, Óscar Naranjo, embora descartou ordenar sua prisão preventiva.

O juiz também se absteve de aplicar a medida cautelar contra o ex-chefe do Exército colombiano Mario Montoya, igualmente acusado pelo promotor Carlos Jiménez, que investiga o caso, informou o canal Teleamazonas.

Ambos foram incluídos no processo, depois de efetuar-se hoje uma audiência de formulação das acusações na Corte de Sucumbíos.

O juiz Revelo indicou que, ao não encontrar os méritos suficientes, se há “abstido de emitir a prisão preventiva” contra Naranjo e Montoya, embora afirmou que, de todas maneiras, “segue a instrução fiscal” pelo caso Angostura.

De seu lado, o promotor Jiménez não compartilhou a decisão do juiz Revelo e afirmou que “há suficientes” méritos contra Naranjo e Montoya.

Revelo é o terceiro juiz da Corte de Justiça da província amazônica de Sucumbíos, onde radica o processo pela morte de 26 pessoas no ataque colombiano ao setor equatoriano de Angostura, local no qual as Farc tinham construído um acampamento ilegal.

Durante essa operação, executada sem aviso nem permissão do Equador, faleceram, entre outros, o então “número dois” das rebeldes Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conhecido como Raúl Reyes, o equatoriano Franklin Aisalla e quatro universitários mexicanos.

A Corte de Sucumbíos já tinha ordenado a prisão preventiva, com fins de investigação, contra o ex-ministro da Defesa colombiano Juan Manuel Santos e o comandante das Forças Militares, Freddy Padilla, a quem acusou de haver ordenado o ataque em território equatoriano.

A decisão de Revelo se dá em um momento em que os Governos do Equador e Colômbia empreenderam aproximação para tentar recompor suas relações diplomáticas, rompidas por decisão de Quito, dois dias depois do ataque em Angostura.

Justamente, amanhã, sexta-feira, o chanceler equatoriano, Fander Falconí, prevê conversar com seu colega colombiano, Jaime Bermúdez, para reorganizar a agenda de reuniões colocada dentro do processo que tenta restaurar as relações diplomáticas.

Essa aproximação obedece aos recentes adiamentos das reuniões que deviam efetuar as comissões de Segurança e de Desenvolvimento Fronteiriço.

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