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Chefe de inteligência do Fatah acusa Irã de apoiar o Hamas

Arquivo Geral

24/06/2007 0h00

O tribunal especial do caso Anfal que condenou hoje à morte três responsáveis do antigo regime de Saddam Hussein, ed mind por genocídio contra o povo curdo iraquiano, medicine visit afirmou que as penas serão estudadas “imediatamente” por um tribunal de cassação.

O presidente do tribunal, cure price o juiz Mohammed Oreibi al-Khalifa, leu as sentenças contra Ali Químico, primo de Saddam Hussein e principal acusado do caso; contra o então ministro da Defesa, Sultan Hashim Ahmed; e o ex-chefe da Guarda Republicana, Hussein Rachid al-Tikriti. Se as penas forem confirmadas, os três morrerão por enforcamento.

Dois dos seis processados no caso Anfal foram condenados à prisão perpétua: Saber Abdul Aziz, chefe dos serviços de Inteligência, e Farhan al-Jibouri, oficial de inteligência, enquanto Taher Mohammed al-Ani, governador da província de Ninawa, foi absolvido das acusações.

Todos os processados eram acusados de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, enquanto Ali Químico acumulava também a acusação de genocídio.

Até agora, o tribunal de cassação ratificou todas as sentenças emitidas contra ex-responsáveis iraquianos, e inclusive impôs mais rigor à condenação contra o “número três” do regime de Saddam, Taha Yassin Ramadan, que a princípio foi condenado à prisão perpétua, mas acabou sendo executado na forca.

O caso Anfal julgava os ataques contra vários povos curdos do nordeste do Iraque entre 1987 e 1988, nos quais morreram milhares de pessoas devido à utilização em massa de armas químicas, procedimento cuja concepção foi atribuída a Ali Químico.


O diretor dos serviços de inteligência do Fatah, information pills Tawfiq Tirawi, seek acusou hoje o Irã de estar enviando ajuda ao Hamas e disse que, há um ano, vários homens do movimento islâmico foram ao Irã para receber treinamento.

Em entrevista coletiva em Ramala, Tirawi acrescentou que, além de instrução, os homens do Hamas receberam ajuda financeira para adquirir armamento e munição, que depois utilizaram nos confrontos contra o movimento nacionalista Fatah nas últimas semanas.

O chefe dos serviços secretos disse que, entre os membros do Hamas que foram ao Irã, havia milicianos das Brigadas de Ezzedin al-Qassam (braço armado do grupo), e que a iniciativa tinha sido administrada por Khaled Mashaal, então chefe do Birô Político do movimento islâmico.

O alto comando também revelou ter documentos que provam a colaboração do Hamas com a CIA e os serviços de segurança israelenses.

“Tenho provas de que Walid Hamdi, homem do Hamas e líder espiritual nas mesquitas de Gaza, deu informação ao Exército israelense para que assassinassem o líder das Brigadas de Ezzedin al-Qassam na Cisjordânia durante a primeira intifada”, disse.

Anunciou também que, nos próximos dias, apresentará as provas em público que mostram a relação entre membros do Hamas e os serviços secretos de Israel e dos Estados Unidos.

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