Em entrevista ao jornal libanês Daily Star, o general lembrou que o Conselho de Segurança da ONU renovou o mandato da Força até o fim de julho de 2008, e “até essa data, a Finul continuará no sul” (do Líbano).
Graziano assegurou também que os militares vão cumprir sua missão “com a mesma determinação de até agora”.
“E mais, esperamos a chegada de forças adicionais em apoio às atuais”, disse o general, que acredita que os militares poderão “preservar a segurança e a estabilidade no sul, onde a missão tem como objetivo estabelecer uma área segura com um cessar-fogo permanente”.
Vários jornais, entre eles o israelense “Maariv”, anunciaram a retirada da Finul nos próximos meses devido à crise política na qual o Líbano está imerso e que poderia repercutir nos capacetes azuis.
A Finul está no Líbano desde 1978 e teve suas forças reforçadas depois da invasão israelense do sul do Líbano em 2006 e conta hoje com 14 mil dos 15 mil previstos na resolução 1.701, que pôs fim aos confrontos entre Israel e Hisbolá.
Desde o seu desdobramento no sul, 268 soldados da ONU morreram no sul do Líbano, entre eles seis espanhóis em um atentado com carro-bomba em junho, que deixou dois feridos. Graciano participou na quarta-feira de uma cerimônia em honra ao capacete azul francês Julián Perot, que morreu na segunda-feira por um tiro acidental.
“Estamos consciente de que quando saímos de nossas casas podemos pagar um preço muito alto para preservar a paz e a estabilidade (no mundo)”, disse o general.