O almirante Gary Roughead, chefe de Operações Navais da Marinha dos Estados Unidos, visitou neste final de semana a base colombiana de Bolívar, uma das sete as que têm acesso às tropas norte-americanas graças ao polêmico acordo assinado com o país andino, informou hoje à Agência Efe uma fonte oficial.
Um porta-voz da Força Naval do Caribe detalhou que a visita de Roughead à base Naval de Bolívar, situada em Cartagena, ocorreu no sábado.
No domingo, o chefe militar americano reuniu-se no mesmo local com o almirante Guillermo Barreira, comandante da Marinha Nacional da Colômbia.
Um comunicado da Marinha indicou que Roughead visitou as instalações de um estaleiro e pilotou um semi-submarino utilizado para combater o narcotráfico.
Colômbia e os Estados Unidos assinaram em outubro um acordo de cooperação que permite o acesso de soldados e assessores americanos a sete bases do país.
As bases incluídas no convênio são as do Exército em Larandia e Tolemaida, as aéreas de Malambo, Palanquero e Apiay, e as navais de Bolívar e Málaga, no Pacífico.
Embora o Governo da Colômbia defenda que o acordo tem como finalidade à luta contra o narcotráfico e às guerrilhas, países latino-americanos o criticaram porque consideram uma ingerência americana na região.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, decidiu “congelar” as relações com Bogotá em rejeição ao acordo, que faz parte de um suposto plano dos EUA para desenvolver “atacar” seu país utilizando à Colômbia como “plataforma”.
Há uma semana, o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, o general Douglas Fraser, inspecionou a base aérea de Palanquero, outra das incluídas no acordo.