O general Suleiman, que se reunirá também com o titular da Defesa, Ehud Barak, realiza a primeira visita de um alto funcionário do Governo egípcio a Israel desde a posse do Executivo de Netanyahu, em 1º de abril.
A visita gera interesse especial, pois é a primeira de um dignatário egípcio a este país depois da chegada ao poder do ultradireitista Lieberman como chefe da diplomacia israelense, responsável no passado por declarações anti-egípcias.
Lieberman disse há alguns meses no Parlamento israelense (Knesset) que o presidente egípcio, Hosni Mubarak, poderia “ir para o inferno” se continuasse rejeitando uma visita ao Estado judeu, e também sugeriu no passado que seu país bombardeasse uma represa egípcia.
O ministro de Exteriores egípcio, Ahmed Aboul Gheit, disse no começo deste mês que não apertaria a mão de Lieberman e que este não “colocará um só pé no território egípcio enquanto continuar com a posição que apresentou no passado”.
Israel tentou diminuir a tensão com seu aliado mais importante na região, o primeiro país árabe e vizinho com o qual assinou um tratado de paz, que completou seu 30º aniversário este ano.