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Mundo

Chavismo lembra golpe de 1992 sob o lema Dia da Dignidade

Arquivo Geral

04/02/2011 19h33

Seguidores do presidente venezuelano, Hugo Chávez, celebram nesta sexta-feira o Dia da Dignidade nas cidades de Valência e Maracaibo para comemorar o 19º aniversário do golpe de Estado contra o então governante Carlos Andrés Pérez.

Naquela data, um grupo de militares, às ordens de vários tenentes-coronéis, entre eles Chávez, tentou derrubar Pérez, mas sua ação fracassou por seu rudimentar planejamento e por não contar com respaldo popular nem de outras unidades armadas.

A oposição rejeitou que a data se vincule a um ato de “dignidade”, tal como vem fazendo o Governo há vários anos, e ratificou que a ação liderada por Chávez foi uma tentativa de golpe de Estado.

Darío Vivas, coordenador do partido PSUV, presidido por Chávez, indicou que os atos de Valência e Maracaibo serão “populares” porque servirão para que o povo aprove mais uma vez a ação dos militares rebeldes, transformada em ícone da Revolução Bolivariana do atual presidente.

De acordo com a historiografia chavista, a Revolução Bolivariana começou com o levante popular de fevereiro de 1989, conhecido como o “Caracazo”, seguiu com as duas “rebeliões militares” de 1992 e concretizou-se em dezembro de 1998, quando Chávez ganhou as eleições presidenciais.

O ato de Valência, no centro do país, será realizado na avenida onde morreram quatro estudantes universitários que se somaram às tropas sublevadas há 19 anos.

Em Maracaibo, onde ao contrário de Caracas os militares golpistas atingiram os objetivos atribuídos, os simpatizantes de Chávez se reunirão no quartel Libertador.

Em princípio estava prevista a presença de Chávez às duas concentrações, mas problemas vocais poderiam deixá-lo ausente.

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