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Mundo

Chávez se diz preocupado por insistência da Colômbia em <i>guerra legítima</i>

Arquivo Geral

24/03/2008 0h00

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, patient disse hoje que estava “muito preocupado” pelas declarações do ministro colombiano de Defesa, Juan Manuel Santos, que qualificou “a agressão contra o Equador” de “guerra legítima”.

“O ministro da Defesa da Colômbia, mais uma vez, como se não tivesse acontecido nada no Grupo do Rio e na OEA (Organização dos Estados Americanos), disse ontem que a Colômbia exerceu contra o Equador uma ação de guerra legítima e que, além disso, estão dispostos a ir a qualquer lugar para buscar os terroristas em uma ação similar”, disse Chávez.

A referência de Chávez à posição de Santos aconteceu durante a inauguração de instalações sanitárias em Maracaibo, extremo noroeste do país.

“Isso quer dizer que a Colômbia pode resolver vir a Maracaibo e atirar umas bombas simplesmente porque alguém disse que existem terroristas aqui. Seria uma loucura. Portanto, presidente (Álvaro) Uribe, pelo amor de Deus, guarde bem os porta-vozes da guerra, como seu ministro da Defesa, que é um porta-voz da guerra, um porta-voz do imperialismo”, disse Chávez.

“Sinto-me obrigado a fazer esse comentário porque nos custou muito retomar o caminho das boas relações, para que, outra vez, as relações fiquem tensas com o Equador, com a Venezuela, com os países vizinhos”, acrescentou Chávez.

O presidente venezuelano também se referiu ao computador das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que supostamente foi localizado durante a operação militar no acampamento do Equador.

“Contem a história do computador. Não estranhem caso apareça uma foto minha com Bin Laden e Marulanda. Chávez em um encontro com Marulanda, Bin Laden, Fidel Castro, Correa e Evo Morales, que não pode faltar”, ironizou o presidente.

Chávez afirmou, além disso, que quem está por trás dessa operação “é a central de inteligência dos Estados Unidos, a CIA”.

O presidente acrescentou que o complemento a essa ação são os meios de comunicação a serviço do império, que distribuem essas informações “e as repetem 50 vezes”.

Chávez afirmou que o objetivo final destes incidentes é dividir os países da América Latina.

“Isto da Colômbia é parte da ofensiva de guerra do imperialismo. Estão buscando um conflito armado na América do Sul para nos dividir”, declarou o governante.

A OEA “rejeitou” na semana passada em uma resolução a violação do território equatoriano por parte da Colômbia para atacar um acampamento clandestino das Farc, em uma operação na qual morreu o número dois dessa guerrilha, “Raúl Reyes”.

A ação militar colombiana desencadeou uma crise com o Equador e também com a Venezuela que entrou em vias de solução na cúpula do Grupo do Rio em Santo Domingo.



 

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